POETA FRANCIS GOMES

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segunda-feira, 31 de março de 2014

A criança e o poeta

 

Há! Se o tempo parasse de repente,
E voltasse a ser como era antigamente
Para eu reviver velhas alegrias.
E eu voltasse ser criança novamente,
E se possível, ser criança eternamente
Envelhecer na meninice dos meus dias.

Como eu queria ser criança a vida inteira!
Cabelo duro todo sujo de poeira,
Chegar em casa e ouvir, mamãe falar:
-O que tu fez com a tua cabeleira?
-Por ventura faltou água a cachoeira?
-Vem cá menino deixa que eu vou te banhar”.

-Traz o sabugo e rapa de juá,
-Este cascão hoje vai ter que limpar.
-Mamãe já sou homem macho.
-Vem logo se não quiser apanhar.
E eu saía, pula pra lá e pra cá,
Até chegar a beirada do riacho.

Chegando lá, mamãe dizia: - entra no rio.
Eu brincava até ficar roxo de frio,
Só saia quando mamãe me chamava.
-Vem cá menino, me deixaeu ver o teu ouvido,
- Limpou direito? Coisa que eu duvido.
E com um pano velho me secava.

- Dá a mão filho vamos embora.
E nós saia caminhando estrada afora,
Até chegar a nossa casinha de sapé.
Enquanto mamãe fazia o jantar,
Eu brincava esperando papai chegar
De repente escutava bater o pé.

-Mamãe, mamãe, papai chegou,                                                                                  
-Ele vai pro rio eu também vou.
-Posso ir papai, com o senhor?
-Não filho, papai volta já,
-Fique com a mamãe preparando o jantar,
-Você já banhou.

-Mamãe, mamãe, quero jantar.
-Calma filho, espera o papai chegar,
-Ele já está vindo.
E de repente ela corria e me abraçava,
Me mordia, me apertava, me beijava,
Eu nem sei, se chorando ou se sorrindo.   

Uma aurora bronzeada sobre a terra!
Era o sol se escondendo atrás da serra,
E os pássaros procurando onde pousar.
Enquanto isso eu olhava da janela,
Vendo papai que abria a cancela,
E eu corria para mesa de jantar.

Papai e mamãe sentavam,
E eu subia na cadeira enquanto oravam.
Mamãe fazia nosso prato, depois o dela.
Depois sentávamos na beira da calçada,
Olhando o céu, observando a passarada,
Eu cochilava e dormia no colo dela.

Quando o poeta, nem pensava em ser poeta,
Era apenas uma criança discreta,
Protegido pelo o rei e a rainha,
Hoje, sou mais um entre os corações contritos,
Um poeta que ninguém ler seus escritos,
Revoada de uma única andorinha.

E a criança que pulava alegremente,
Com o pai e a mãe sempre presente,
De saudades hoje o seu coração ferve.
Com os seus pais tão distantes e tão ausentes,
O poeta é um homem tão carente,
Que se torna uma criança quando escreve.

Se eu pudesse pedir algo ao altíssimo,
E minha voz chegasse ao Senhor justíssimo,
Neste dia eu pediria um só presente:
Humildemente em nome de Jesus Cristo,
Este poeta que ninguém ler seus escritos,
Só deseja se criança novamente.                                                                                                        

Que saudade, sinto da minha infância,
Do meu tempo de criança,
Eu, papai, mamãe, nós três.
Há! Se o tempo parasse de repente.
Voltasse a ser como era antigamente,
E eu pudesse ser criança outra vez.   


                                                   Francis Gomes

domingo, 30 de março de 2014

O produto e seus valores



A beleza exterior é um produto com prazo de validade.
A falsidade é distribuída gratuitamente, e o amor por está em extinção ficou fora de moda.
A fidelidade e a lealdade são produtos que saíram foram de linha por estarem com um preço muito alto no mercado ninguém queria pagar.
E o sexo, ah o sexo! Este produto caiu tanto o valor, que se faz promoção em todas as esquinas e quando não encontram compradores, dão de graça.
Caráter e dignidade são herança de família, e como os filhos  nunca sabem o valou que seus ancestrais pagaram por eles, normalmente jogam foram quando eles morrem.


Francis Gomes

Conflitos




Eu não entendo
Eu não entendo os sentimentos que eu sinto
Ao mesmo tempo em que falo a verdade minto
Comigo mesmo brigo por causa de ti
Eu tenho medo
Eu tenho medo de olhar no teu olhar
Ao mesmo tempo quero te admirar
Mas algo em mim me pede para fugir.
Eu quero tanto
Tocar seu corpo e sentir o seu calor
Beijar seu beijo e sentir o teu sabor
Ao mesmo tempo me esforço pra resistir
Quando te olho
Eu quero tanto te olhar como amiga
Mas outro ser trava comigo uma briga
Porque amiga pra ele é muito pouco
Eu já não sei
Se sou um poeta que não sabe o que diz
Se sou um homem com medo de ser feliz
Ou sou um louco com medo de ficar louco
O que eu sei
É que um ser dentro de mim te admira
Que pensa em ti a cada instante que respira
Até delira de vontade de ter
Estou sentindo
E é por isso mesmo que me desespero
Que se você chegar a mim e falar quero
Provavelmente os dois iram amar você.

Francis Gomes



sábado, 29 de março de 2014

Meus querido precisei criar um novo blog porque o meu e estou a mais de um mês sem conseguir acessar o painel de controle para postar novas mensagens por isso estou criando este novo blog.
e para começar uma poesia falando do que o progresso nos traz.


Meu paraíso no sertão



Tenho saudades daquelas noites enluaradas
Quando eu ficava até altas madrugadas,
Contando estrelas no céu azul do meu sertão.
Fogueira acesa para espantar os bichos
Um café preto sem açúcar, no capricho,
Ouvindo o som saudoso de um violão.

Quando não estava sentado numa cadeira,
Ouvindo o rádio tocar moda sertaneja,
Era deitado numa rede a balançar.
Quando entrava deixava a janela aberta,
Pra ver a lua entrando por entre as frestas
E adormecia vendo os raios do luar.

Muitas vezes eu ficava a noite inteira...
Ouvindo o uivo do lobo na ribanceira,
Até os pássaros começarem a cantar.
E quando o sol vinha surgindo atrás dos montes,
Eu levantava ia me banhar na fonte
Depois saia pro roçado carpinar.

Assoviando sozinho pelo caminho,
E acompanhando a melodia os passarinhos,
Junto comigo pulando de galho em galho.
Assim eu era feliz vivendo no mato,
Quando as estradas ainda não tinham asfalto,
Era de terra coberta pelo cascalho.

A onde eu moro, aqui nas terras do sul,
É diferente o céu não é tão azul,
Nem bonito como é no meu lugar!
E o por do sol não tem a mesma magia,
Também não tem passarinhos cantoria,
Nos fins de tardes, como existia lá.

Até a lua, parece ser apagada,
Vive encoberta também não é prateada,
Não tem o brilho do luar do meu sertão!
E as estrelas, nunca mais pude contá-las,
Atrás das nuvens nem consigo enxergá-las,
Escondidas envoltas na poluição.


Hoje distante do meu velho pé de serra
Só a saudade em meu peito se encerra,
Como um punhal cravado em meu coração.
Pois são lembranças que o tempo não apaga...
Este progresso que se alastrou feito praga,
Destruiu meu paraíso no sertão.




Francis Gomes