POETA FRANCIS GOMES

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quinta-feira, 31 de julho de 2014

MEU NOVO LIVRO,SEMEANDO VERSOS COLHENDO CORDEL




.

Meus queridos depois de muita briga agora está confirmado o lançamento do meu livro, SEMEANDO VERSOS COLHENDO CORDEL. UMA ANTOLOGIA DE CORDEL COM QUINZE OBRAS.

Teatro Contadores de Mentira
Av. Major Pinheiro Froes, 530
Parque Maria Helena
Suzano São Paulo – (Próximo à estação de trem)
23/08/2014 as 19h00min



Meu canto



Alguns amigos me chamam de poeta
E outros me chamam cordelista
Meus parentes me chamam por meu nome
Mas o meu povo me chama de artista.

É por isso que eu canto o meu povo
Suas dores, alegrias e tristezas
Não escondo os indecoros que existe
Mas me esforço para cantar as belezas

Desta terra desprovida de um rei
Onda a lua toda noite faz clarão
E o sol impetuoso fere forte
Como carrasco deste povo e deste chão.

Mas este povo, esta nação sem bandeira
É como o sol rompendo a aurora a cada dia
Muitas vezes são deuses de si mesmos
Infelizes estandartes da alegria,

Impávidos heróis sem honra ao mérito
Gênios que a pátria não os reconhecem
Filhos legítimos de um rei
Bastardos na miséria em que perecem

Em uma  terra rica por si mesma,
Cheia de fontes, rios, açudes e mar
Céu azul, sol brilhante, verdes colinas
Noite estrelada e uma lua a clarear

E nesta terra é possível ver a aurora
E o arrebol que forma o sol ao entardecer
Ouvir cantar, cigarras, grilos e passarinhos
E ver vadios pirilampos ao anoitecer

Por isso canto cada canto desta terra
Os campos, as selvas, a luz, o escuro
Canto este solo, este povo bravio
Livre pra morrer sem ter futuro

Se cantar a minha terra é loucura
E ser poeta patriota é ser maldito
Me desculpem outras terras outros povos
Mas só a morte pode calar o meu grito

Porque não existe uma terra mais bonita
Nem existe um povo tão valente
Quem quiser que cante sua terra
Eu, porém canto a minha e minha gente.


Francis Gomes

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Vulcões em erupção



Andei solitário pela imensidão do espaço
Como um cometa que vaga sempre sozinho.
Como um pássaro desgarrado, e sem rumo
Voando sem direção e sem  ninho.

Procurei o amor tão loucamente
Semelhante um rio que procura o mar
E nas curvas do meu caminho deixei saudades
Mas nunca ninguém a me esperar.

Lancei-me em muitos braços e abraços como,
Uma onda que se lança na areia a todo o momento,
E ao recuar estava vazio, e mais triste
Como alguém que beija o nada e abraça o vento.

Como um alpinista bravo e corajoso,
Sempre escalei em busca do que eu quis
Apesar de ferido e do mau tempo
Nunca desisti do sonho de ser feliz.

Naveguei em tempestades num mar de ilusões
E voei entre nuvens escuras sem esperança,
Mas por fim encontrei um porto para ancorar
E em teus braços pude pousar com segurança.

Ao te encontrar, a minha solidão chegou ao fim
Fiz em teus seios meu ninho para viver
Hoje escalo cada curva do teu corpo
Até chegar ao topo da felicidade e do prazer.

Uma nuvem de carinhos entre nós
Faz tempestades de desejos se formarem.
Os nossos corpos são vulcões em erupção
Jorrando lavas de amor ao se tocarem.

E abraçados em um êxtase total
Tu me olhas e pergunta se te amo.
Então eu calo os seus lábios com um beijo
E sem palavras o meu amor eu te declamo.



Francis Gomes

domingo, 27 de julho de 2014

EU PRECISO



Eu preciso esquecer o meu passado
Eu preciso de um remédio
Que cure a minha dor
Eu preciso apagar a minha história
Mandar a tristeza embora
Seja isso como for

 Eu preciso de um motivo pra viver
Algo que me faça crer
Numa vida deferente,
Eu preciso crer que não chegou o fim,
Preciso pensar em mim,
De maneira coerente

 Eu preciso ver o mundo de outra forma
Algo que quebre as normas,
Do meu próprio coração;
Eu preciso vencer o meu inimigo,
Preciso lutar comigo
E vencer esta paixão.

 Eu preciso ser mais forte do que sou
Preciso vencer o amor,
O mais sublime sentimento
Eu preciso te arrancar do meu peito
Preciso arrumar um jeito
De acabar este tormento


Eu preciso ver as coisas acontecer
Quem sabe eu posso entender
Melhor a realidade
Eu preciso entender melhor a vida
Encontrar uma saída
Pra minha felicidade.







  Francis Gomes

quinta-feira, 24 de julho de 2014

O VERDADEIRO AMOR


Um poema novinho em folha. Para todos aqueles que falam, eu te amo, pensar um pouco antes de falar.

O Verdadeiro Amor


O verdadeiro amor,
Não é o que aceita a pessoa como ela é
Nem o que faz tudo o que a outra quer
Porque amar, não é ser submisso.
O verdadeiro amor,
Não é aquele que trás apenas paz
Mas aquele no dia a dia faz
Mudar sem ser por compromisso.

O verdadeiro amor,
Não é aquele  que segue séries
Mas se modifica para vencer as intempéries
Sem perder sua forma original.
O verdadeiro amor,
Não apaga o que viveu outrora
Porém é semelhante à aurora
Diferente só pra ser normal.

O verdadeiro amor,
Não é aquele que trás comodidade
Mas, o que todo dia trás uma novidade.
Sendo o mesmo de um novo jeito.
O verdadeiro amor,
É o que faz um ao outro reciclar
Ser novo sem modificar
Ser diferente só pra ser perfeito.


Francis Gomes






terça-feira, 22 de julho de 2014

Conflitos



Eu não entendo
Eu não entendo os sentimentos que eu sinto
Ao mesmo tempo em que falo a verdade minto
Comigo mesmo brigo por causa de ti.
Eu tenho medo
Eu tenho medo de olhar no teu olhar
Ao mesmo tempo quero te admirar
Mas algo em mim me pede para fugir.
Eu quero tanto
Tocar seu corpo e sentir o seu calor
Beijar seu beijo e sentir o teu sabor
Ao mesmo tempo me esforço pra resistir.
Quando te olho
Eu quero tanto te olhar como amiga
Mas outro ser trava comigo uma briga
Porque amiga pra ele é muito pouco.
Eu já não sei
Se sou um poeta que não sabe o que diz
Se sou um homem com medo de ser feliz
Ou sou um louco com medo de ficar louco.
O que eu sei
É que um ser dentro de mim te admira
Que pensa em ti a cada instante que respira
Até delira de vontade de ter,
Estou sentindo,
E é por isso mesmo que me desespero
Que se você chegar a mim e falar quero
Provavelmente os dois iram amar você.


Francis Gomes

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Sempre que volto a minha terra é assim que me sinto

O retorno

Toda vez que volto a minha terra
E ao longe vejo a grande serra
Onde trabalhei com papai e meu irmão
Sinto uma alegria tão intensa
Ao mesmo tempo uma tristeza imensa
Que parece partir meu coração

Quando piso nas ruelas onde brinquei
E revejo os amigos que deixei
Revivo minha infância novamente
No abraço mútuo que recebo de meus pais
Sinto coisas que pensei não sentir mais
E dos meus olhos cair lágrimas sorridentes

A alegria é por ver meus pais de novo
Meus amigos, minha terra, o meu povo,
Mas a tristeza é porque sei, não ficarei.
Alguma coisa insiste em me lembrar
Que a alegria é repentina e vai passar
Porque em breve novamente partirei.


Francis Gomes

quarta-feira, 16 de julho de 2014

NASCE UM NOVO LIVRO

Meus queridos, esta é a capa do meu novo livro. Em breve todos os detalhes do lançamento e o convite para todos e mais um pouco.
Uma coletânea com quinze cordéis, uma ilustração por estória.



terça-feira, 15 de julho de 2014

As multifaces do amor

O amor é uma semente
Doidinho pra germinar
É um mistério vadio
Querendo se revelar

Nasce em qualquer estação
A qualquer hora e lugar
Apesar de ser oculto
Qualquer um pode encontrar

Mas, é uma faca de dois gumes
Difícil de entender
Um sofre por ter de mais
Outro sofre por não ter

É sonso e tem duas faces
Só não tem dois corações
E ainda faz um único corpo
Sentir várias sensações

Anda junto com a amizade
Quando é pra frente é pódio,
Mas se recuar um pouco
Pode esbarrar no ódio

O amor é uma ponte
Na fronteira do sentimento
De um lado a felicidade
Do outro o sofrimento

É como fases da lua,
Nova crescente e cheia
Mas quando fica minguante
É que a coisa fica feia

O pior é que não tem
Muito o que fazer
Não é você que o escolhe
Ele escolhe você
Só restam duas opções
É ser feliz ou sofrer.



Francis Gomes
Por isso que o amor é inexplicável

Porque te amo


Te amo, não é pela sua beleza,
Nem pelos seus cabelos negros,
Nem pela cor dos seus olhos.
Te amo, não é pelo seu sorriso elegante,
Nem sua boca pequena
E seus lábios grandes.
Não é pela sua voz que sussurra,
Pelos seus braços que me apertam,
E suas mãos que me tocam.
Não é pelo seu corpo bonito.
Não é pelo seu jeito atraente,
Nem sua sensualidade.
Nem por que quero te amar.
Te amo por que não mando em meu coração,
Porque não controlo meus sentimentos,
E não consigo te odiar.
Só por isso, e por isso te amo.




Francis Gomes

sábado, 12 de julho de 2014

Surreal


Tu és uma escultura
Esculpida pelo criador
A tela mais bonita
Que o grande mestre pintou

Perfeita em cada detalhe
Parece até surreal
Tua beleza é tanta
Que se inclina pro mal

E neste surrealismo
Impressionismo total
O meu instinto humano
É muito mais animal

E ao te ver seminua
Os meus desejos são tantos
Que me entrego aos seus pés
Escravo dos seus encantos

Meu corpo inteiro arrepia
E o coração palpitante
Às vezes me falta o fôlego
Outras fica ofegante

De modo que pra te descrever
Entro em contradição
Como pode ser diva?
Se me leva a perdição

Mas neste momento insano
De devaneio total
Para mim pouco importa
Se és do bem ou do mal

Se por amor ou dinheiro
Pra mim não é importante
O que me importa é tê-la
Completa por um instante

Vencido entregue aos teus encantos
Resta-me pedir perdão ao soberano
Tua beleza me faz crer que Ele existe
Mas sua sensualidade me faz profano


 Francis Gomes

terça-feira, 8 de julho de 2014

O MAIOR AMOR DO MUNDO


Palavra bem pequeninha
Mas de um valor profundo
São apenas três letrinhas
Fala-se em um segundo
Porém carrega com ela
O maior amor do mundo

Por mais que o sofrimento
Ele te acompanhe
Por mais sofra na vida
Por mais que da vida apanhe
É feliz. Feliz de verdade,
Quem ainda tem sua Mãe.

Francis Gomes





segunda-feira, 7 de julho de 2014

Amor de todos os tipos


Letras que formam sílabas
Silabas que formam palavras
Palavras que formam frases
Frases que formam versos
Versos que formam poesias
Poesias que formam canções
Canções que falam de amor.
Amor que é verdadeiro
Outro que é ficção
Amor que dura para sempre
Outro que é ilusão.
Amor que nasce de um beijo
E toma o coração
Outro que é fingimento
Talvez apenas paixão.
Amor que ninguém resiste
Impossível dizer não
Amor que ninguém descreve
Alem da imaginação
Amor que é mais que poesia
Não canta em uma canção
Além da vida e da morte
Amor sem explicação.


                        Francis Gomes
 


sábado, 5 de julho de 2014

CANTADAS VIRTUAIS


Já fiz de tudo pra conquistar esta gata
Joguei todas minhas cartas
Mas de nada adiantou
Aproveitando uso a tecnologia
Mando e-mails todo dia
Falo palavras de amor

Mando poemas músicas internacionais
Mando flores virtuais
Para ganhar seu coração
No watsapp ou também no face book
Sempre elogio o seu look
Em qualquer ocasião

Comento e curto cada foto que ela posta
Porque sei que ela gosta
De se sentir paparicada
Digo que ela está charmosa e sensual
Que ela esta fenomenal
Ela responde: obrigada

Depois em off ela me diz para com isso
Sei que não sou tudo isso
Eu não mudei coisa nenhuma.
É que você é como todo brasileiro
É um grande xavequeiro
Fala isso para qualquer uma

Então respondo um poema sedutor
Declarando meu amor
Junto com flores bonitas
E ela responde: o poema eu adorei
Depois pergunta como que eu acertei
Pois lhe enviei as suas flores favoritas.

Então eu penso que este golpe ela acusa
Lhe chamo de minha musa
E acrescento mais ainda
São flores e versos de um poeta inofensivo
Que não tem adjetivo
Pra falar o quanto é linda

E ela me quebra falando: eu não mereço
Mesmo assim eu agradeço
Você é um grande amigo.
Só você mesmo pra levantar meu astral
Meu namorado nem real nem virtual
Nunca me fez isto que você faz comigo

Isto é pra mim como um balde de água fria
Mas não desisto e quando é no outro dia
Estou novamente em nosso mundo virtual
Na esperança de que me fale amigo
Estou curiosa pra ver se fará comigo
Tudo que fala, porém no mundo real.



Francis Gomes

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Os amigos do poeta


- Poeta, porque esta sozinho sentado?
Cabisbaixo, tão triste calado...
Porque choras?
Não eis tu, a eterna criança?
Sempre cheio de esperança?
E alegria, foi embora?

Cadê o brilho no olhar?
E seu sorriso, onde está?
Poeta, o que aconteceu?
Fica ai sozinho a esmo,
Você nem parece o mesmo,
E o poeta, morreu?

- Entre folhas e espinhos,
Falava meigo e baixinho,
Ao poeta, uma flor.
E na árvore bem ao lado,
Peito amarelo, estufado,
Um sabiá retrucou:

Como um maestro regia,
E em som de melodia,
Cantarolando falou:
- Levanta, levanta a cabeça poeta,
Me diz que tristeza é esta?
Cadê o cancioneiro do amor?

Veja a flor pobre coitada,
Entre espinhos sufocada,
Passa calor, chuva e frio.
E o orvalho da madrugada,
Deixa ela toda molhada,
Só em ver, eu me arrepio.

Dorme em pé não reclama,
Seja no seco, na lama,
Vem o sol quente, e lhe abrasa.
Além de viver tão pouco,
Às vezes chega um louco,
Arranca-a e leva pra casa.

Eu vivo de galho em galho,                                                                                       
Corto caminho, faço atalho,
Para escapar das pedradas,
Sem contar que meus filhinhos,
São levados dos meus ninhos,
E eu não posso fazer nada.

Mesmo assim, vivo a cantar,
Como a flor sem reclamar,
E você, por que reclama?
- Se diz mesmo meu amigo,
Escuta o que eu te digo-
E o poeta declama:

-  É duro viver entre espinhos,
E perder os seus filhinhos,
Sem nada poder fazer;
Mas eu queria não ter cama,
Viver entre espinhos, na lama,
Pra ela vir me colher.

Não importa se eu morreria,
Mas eu teria a alegria,
De ter os carinhos dela,
Mesmo que fosse em um vazo,
Pequeninho, bem raso,
Pendurado na janela.

Ou que eu fora um sabiá,
Voar pra lá e pra cá,
Sem rumo sem direção.
Melhor fugir das pedradas,
Que fugir destas flechadas,
 Que acerta o coração.

Meu coração está ferido,
Estraçalhado, partido,
Sangrando de tanto amor.
Me diz, não é pra chorar?
Minha flor meu sabiá,
Meu sabiá minha flor.

Você sabiá, é o mastro da floresta,
E se a flor morre, há quem contesta;
A flor não morre, vira perfume.
Seja nos jardins, nas floretas,
As borboletas lhe fazem festas,
E  beija-flor que se assume.                                                                 

 Uma mistura de cores,
Surgindo entre as flores,
São elas as borboletas
E no embalo do amor,
Surgia  um beija-flor,
No ar fazendo silhuetas.

Não ouviu o sino bater
Ontem ao entardecer,
Assim que a noite caiu?
A minha tristeza é esta,
Pois o amor do poeta,
Naquele instante, partiu.

Quem do poeta é amigo,
Façam silêncio comigo,
Dividam comigo esta dor.
Clamem ao onipotente,
Pra que Ele mande novamente,
O amor que de me levou.

A flor ao ouvir isto murchou,
O sabiá se calou,
E o poeta ficou mudo.
As borboletas pousaram,
Os beija-flores não voaram,
Fez-se um silêncio profundo.




Francis Gomes