POETA FRANCIS GOMES

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domingo, 30 de novembro de 2014

O amor que eu quero



Eu quero uma pessoa que eu ame tanto
Que nenhum outro encanto
Seja aos meus olhos mais que o dela
Uma pessoa que me tire à calma
Que me tire o fôlego e até minha alma
Sinta arrepios quando eu pensar nela

Alguém que complete todos os meus anseios
E que me acalente em seus seios
Como uma mãe que pelo seu filho vela
Que seja amada, amiga amante
E todos os versos e poema que eu cante
Sejam exclusivamente pra ela

Que seja calma e bem comedida
Mas no momento certo seja atrevida
Que me surpreenda e tenha atitude
E que eu possa falar para quem quiser
Que eu sou seu homem e ela minha mulher
E que eu a amei muito mais que pude

Eu  quero uma pessoa para amar assim
E que ela também faça por mim
O que nunca outra pessoa fez
E que eu jamais deseja trair
E sempre que o amor nos unir
Seja tão bom como a primeira vez


Francis Gomes


terça-feira, 25 de novembro de 2014

A insanidade do amor
Eu te quero com tanta intensidade Que parece insanidade Querer alguém desde jeito Este amor é maior do eu pensava E chegou mais forte do que eu esperava E se o coração decide não tem jeito
Quando o sentimento é intenso E o amor é tão intenso Ele toma conta da gente Ficamos como ave que perde a prole Perdemos todo controle E agimos como adolescente
Nos tornamos imprudentes Fazemos coisas inconsequentes E qualquer loucura a gente faz Porque quando o amor toma conta Não importa o que apronta A gente ama e nada mais
E é assim que te amo E nestes versos te declamo Com alma e pensamento E se você achar pouco Aproveito que estou louco Eu te peço em casamento
Francis Gomes

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A Dura e cruel realidade

Órfão

Observo luzes piscando em vários lugares.
Em edifícios, em casas, em árvores.
Formando figuras em diversas cores.
Verdes, azuis, vermelhas, amarelas,
Em forma de anjos, estrelas, sinos e velas.
Enquanto martirizo-me nos meus dissabores.

Crianças em suas casas olham para o céu...
Pedem não a Deus, mas a papai Noel,
O presente de sua ilusão.
Todavia eu, sem casa, sem lar,
Suplico, imploro, para ver se alguém me dá,
Um mísero pedaço de pão.

Quem pode, compra pernil, peru para a ceia.
Vinho, champanhe, tudo que a carne anseia.
Viaja, festeja, comemora.
E eu, sem amigos, sem família, sem ninguém,
A espera de um presente que não vem,
Sem honra vou mendigando pelo o mundo afora.

Uns compram, não porque precisam, por vaidade.
Eu, eu vendo minha dignidade,
Pelo o preço que a fome cobra.
E fazendo parte deste abandono,
Sinto-me um cão esquecido pelo o dono,
Comendo das migalhas que lhe sobra.

Todos, todos olham as luzes piscando,
Mas para mim, quem está olhando?
Eu me pergunto olhando para o céu.
Senhor, Senhor não me queira mal,
Observe, observe Senhor, é época de natal,
Mas onde está meu papai Noel?

Ah! Perdoe-me, é que às vezes eu esqueço,
Que ele não sabe meu endereço,
E por isso não pode me atender.
É que nesta angustia que me abrasa,
Eu esqueço que não tenho casa,
Nem chaminé por onde ele possa descer.

Todos, todos tem o direito de nascer,
Tem o direito de viver
Mas ninguém tem o direito de ser esquecido.
Se eu soubesse que viver era tão ruim,
Que até papai Noel se esqueceria de mim,
Eu juro, juro que não queria ter nascido.

Por que, por que, que mamãe não me abortou?
Já que ao nascer me abandonou,
Como se eu fosse à perdição de sua vida!
Porque melhor me fora não ter nascido,
Do que nascer para depois ser esquecido,

Como uma coisa que alguém deixa caída.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

o preconceito é algo que apodrece o ser humano antes mesmo dele morrer


E Agora seu Moço?


E agora seu moço?
Que eu já sei ler,
Aprendi escrever,
Cursei faculdade.
E agora seu moço?
Que eu sei dirigir,
Sou dono de carro,
Piloto avião,
Que eu sou patrão.
E agora seu moço?
Que mandou me prender.
Que eu sou soldado,
Promotor, delegado,
Advogado, juiz.
E agora o que diz?
E agora seu moço?
Que me humilhou,
Que eu sou prefeito,
Sou governador?
E agora seu moço,
O que, que me diz?
De eu sendo negro
Governar meu país?
E agora seu moço?
E agora?
É bom ser escravo de negro? É?
Porque não é bom ser escravo de branco. Viu.



Francis Gomes

domingo, 16 de novembro de 2014

Amor com paixão




Ela pode até ser passageira
Ser pele, química, atração.
Pode nascer de um beijo
Ou um aperto de mão

Ser vendaval que logo passa
Chama que não se propaga
Ser brasa que se transforma em cinzas
E em pouco tempo se apaga

Mas é o elemento principal
Para que o amor tenha duração
Existe paixão sem amor
Mas não existe amor sem paixão

O amor sem a paixão é assim:
Cobertor que não aquece
Fogo que não tem calor
E chama que nunca cresce

A emoção de um grande amor
Jamais pode ser contida
A força de uma paixão
Não tem como ser medida

Por isso pode-se até amar várias vezes
E sentir muitas paixões sem medida
Mas um amor com paixão somente
Somente uma vez na vida


Francis Gomes


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O VERDADEIRA AMOR





O verdadeiro amor,
Não é o que aceita a pessoa como ela é
Nem o que faz tudo o que a outra quer
Porque amar, não é ser submisso.
O verdadeiro amor,
Não é aquele que trás apenas paz
Mas aquele no dia a dia faz
Mudar sem ser por compromisso.

O verdadeiro amor,
Não é aquele  que segue séries
Mas se modifica para vencer as intempéries
Sem perder sua forma original.
O verdadeiro amor,
Não apaga o que viveu outrora
Porém é semelhante à aurora
Diferente só pra ser normal.

O verdadeiro amor,
Não é aquele que trás comodidade
Mas, o que todo dia trás uma novidade.
Sendo o mesmo de um novo jeito.
O verdadeiro amor,
É o que faz um ao outro reciclar
Ser novo sem modificar
Ser diferente só pra ser perfeito.


Francis Gomes



segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Labaredas que não vira cinzas.




Se as pessoas soubessem
O significa da palavra amor
Não saía por aí a torto e a direito
Falando eu te amo.
Não se ama apenas por uma noite
Por um dia, ou um tempo determinado.
Não existe amor eterno enquanto dura,
Se é  eterno  dura à vida toda.
Amor, não é prazer, tesão ou sexo
Que dura uma hora, uma noite e logo passa.
Não. O amor não é furacão que chega
E sai devastando tudo. O amor é como
Uma brisa suave, que está presente
Em todas as estações, no calo, no frio
Na primavera no verão.
Brisa que,
Não é forte nem fraca mas constante.
Todas as manhãs, durante o dia,
Nos fins de tarde e vira a noite.
O amor verdadeiro é algo para viver:
Todas as horas do dia,
Todos os dias da semana,
Todas as semanas do mês,
Todos os mêses do ano,
E todos os anos da vida.
Se não for assim não é amor
É paixão, sexo, tesão. É apenas
Uma labareda alta, mas quando acaba
Fica somente as cinzas.
O amor é a temperatura constante
Fogo sem labaredas.
É uma combustão lenta,
Que queima, queima, mas não vira cinzas.




Francis Gomes





domingo, 2 de novembro de 2014

Inexplicável


Eu não vou mais falar do que eu sinto
Porque sei que você acha que eu minto
Então me resta uma coisa a dizer
Já que você meu amor não acredita
Me fale por palavras ou escrita
O que é que eu preciso fazer

Pra que você acredite no que eu falo
Ou peça de uma vez e eu me calo
Mas ante eu preciso lhe dizer
Pode até calar a minha voz
Mas não apaga o que houve entre nós
E muito menos o que sinto por você

Sentimento não se entende e nem se explica
Quanto mais tenta entender mais se complica
É imprevisível, mas não tem como evitar.
No final pode ser felicidade
Ou um encontro com própria insanidade
Mas só resta sentir e aceitar


Francis Gomes


sábado, 1 de novembro de 2014

O amor e os amantes





O amor não ironiza,
Mas os amantes são irônicos.
Também não é profeta, nem profetiza.
Mas deixa os amantes atônitos.

O amor não erra. É perfeito.
Mas os amantes são falhos.
O caminho do amor é direito,
Mas os amantes pegam atalhos.

O amor! O amor é vida, é sorte.
Ele não é homem nem mulher.
Porém os amantes o procuram até a morte,
Mesmo sem saber quem ele é.

Quantas vezes ouvimos e falamos:
Eu te amo.
Depois nos ferimos nos matamos.
Eu pergunto: foi engano?

Não. O amor não se engana.
O amor é verdadeiro, rico não é pobre.
Os amantes, uma barraca de lona,
Indignos de um habitante tão nobre.

O amor não se faz, nem se cria
Não tem cor nem sexo, mas se multiplica.
Os amantes, tristeza. O amor alegria.
Um sentimento que não se escreve nem se explica.






Francis Gomes