POETA FRANCIS GOMES

POETA FRANCIS GOMES

PALESTRAS, OFICINAS, COMPRA DE OBRAS LITERÁRIAS.

CONTATOS:

contatos:
tchekos@ig.com.br
11 954860939 Tim
11 976154394 Claro

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Quando o novo ano despontar



Que o desabrochar de um novo ano,
Crie em cada ser humano
Um espírito novo, um novo ser.
Mais sensato mais amoroso
Menos egoísta menos rancoroso
Capaz de se renovar e renascer.

Como a árvore morta no deserto
Mas quando as águas chegam perto,
Brota, floresce e gera frutos.
Possamos nos fortalecer nas dificuldades
E nos momentos de adversidades
Deus nos conceda novos atributos.

E nas batalhas nos esforçamos
Na tristeza, na alegria, no que passarmos,
Não esquecemos de lembrar de Deus.
E Ele não se esqueça de nós,
E sempre que nos sentirmos sós
Ele nos envie um dos anjos seus.

Que quando o novo ano despontar
Como uma aurora, e sol brilhar,
Possamos dar um passo à frente.
Sermos o mesmo ser renovado,
Mais completo aprimorado,
Modificado sem ser diferente.

Sem deixar de ser o que somos.
Apenas não ser da forma fomos.
Mudar de nota, sem sair do tom.
Sempre dando um passo avante
Porque é muito bom ser importante
Mas mais importante é ser bom.

Francis Gomes





sábado, 26 de dezembro de 2015

VITRINE DA VIDA



Por longos anos eu segui a vida
Reclamando e dizendo: Eu não mereço.
Sempre olhando para o que não tenho
Buscando aquilo que eu não conheço
E as coisas boas que Deus me dar
Como um cego incrédulo, não agradeço.

A reclamar da vida e maldizer da sorte
Como quem rema um barco em direção oposta
Morto pra vida a viver para morte
Alcancei por fim de Deus uma resposta:
A vida é uma vitrine com o que a gente faz,
Mas felicidade não é, mercadoria exposta.





Francis Gomes

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

UMA MANHÃ COMO TODAS


Passou a tão esperada noite de natal
A manhã do dia vinte e cinco raiou
Com todas as outras, nada em especial.
E Sabe por quê?  Nada mudou.

Porque a mudança está dentro de nós
Em sabermos usar nossas virtudes.
Na força que buscamos o que queremos
Na fé, na garra, em nossas atitudes.

É verdade, milagre existe.
Para todo aquele que acredita
Mas é preciso buscá-lo
Ele não vem de graça, é uma conquista.

Então acredite. Tenha fé. Mas lute.
Não espere milagre, nem na sorte. Não se iluda.
A mudança está em você, não nas coisas,
E se você não mudar nada muda.

Francis Gomes

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Não deixe de ler e comentar se valer apenas.


Reflexão


É natal. Se aproxima o final do ano.
Estas datas, independente da crença ou religião mexe com as pessoas.
Consciente ou inconsciente afloram suas emoções, sentem saudades de quem está longe ou já partiu. Desejam está próximo de quem amam, e o aconchego da família.
É um momento de reflexão. Ver o que valeu apena. Analisar o que você e faria de novo e o que não faria.
Escolher os amigos que valem apenas continuar sendo seus amigos e aqueles que se distanciar será melhor. Não tem jeito. Natal, ano novo é momento de não apenas refletir, mas tempo de escolhas.
Tempo de guardar as coisas boas do passado, aprender com as que não deram certo, e programar o futuro.
É tempo de deixar renascer em cada um de nós a esperança, o amor. Esvaziar nossos corações, fazer uma limpeza, varrer o que está apenas ocupando espaço, para dar espaço a algo ou alguém que mereça que valha apenas.
A vida é um livro que não tem páginas em branco. Todas estão de uma forma ou outra, escritas. Não devem ser rasgadas ou rabiscadas.
Precisamos delas para de vez em quando ler, para não repetir os erros e o que fizemos certo aperfeiçoar e fazer cada dia melhor.

Feliz natal a todos

Francis Gomes
WWW.poetacordelistafrancisgomes.blogspot.com
Poetafrancisgomes@gmail.com
tchekos@ig.com.br

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Também sou gente


Muitos por serem formados
Com alguns livros publicados,
Julgam-se superiores.
Mentirosos desalmados
Não aceitam que os favelados,
Também se tornem escritores.

Eu falo sem ter vergonha,
Se não posso ser montanha,
Sou uma pedra no sapato.
Mas eles querem que eu morra,
Seja um atleta e não corra,
Apanhe e fique calado.

Eu vejo a morte de perto,
E me dizem que não é certo
Falar da minha desgraça.
Sou tratado como um bicho
Me alimento de lixo,
E durmo em banco de praça.

Chamam-me de vagabundo,
Pé inchado, porco imundo...
Por que não vai trabalhar?
Bêbado pela a esquina
Coloca a culpa na sina,
Tem mesmo é que se ferrar.

Mas o que posso fazer?
Não tenho nem pra comer,
Trabalho ninguém me dar.
Mas imagine você,
Mal consigo sobreviver,
Como é que eu vou estudar?

Escola eu não conheço,
Faculdade eu desconheço...
Só sei de ouvir  falar,
O que eu passo é desumano,
E os direitos humanos,
A onde diabo ele estar?                                                                                                             

FEBEM de Tatuapé,
Cadeião de Sumaré,
Pode ver ta tudo lá.
Bandidos eles defendem,
Pobres para eles fedem,
É ou não é de lascar?

Este é o nosso regime,
Se o homem comete um crime,
Tem o estado para cuidar.
Enquanto é negligente,
Matando o povo inocente
Porque não quer ajudar.

E querem que eu me cale,
Morra e nada fale,
Afinal, lixo não fala...
Mas eu sou lixo orgânico,
Daquele que causa pânico,
E a nação se abala.

Por isso eu falo, falo e falo...
Morro e não me calo,
Sou mesmo um bicho,
Daqueles que tudo come,
E pra não morrer de fome,
Precisa viver do lixo.

Restos de comida, peixes crus,
Disputo com os urubus,
Vira lata, varejeira, enfim.
Onde o dinheiro domina,
O que o homem abomina,
É o que sobra pra mim.

Ei, sou pobre, sou desprezado,
Vivo por ai largado,
Sou mais um sobrevivente.
Sei que pareço com um bicho,
Me alimento de lixo,
Mas lembrem, também sou gente.

Francis Gomes                                                                                                                             

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

O MUNDO FUTURO


A onde estão os rios
De águas puras e cristalinas?
As fontes nas matas virgens
Cachoeiras nas colinas?
E no meio das montanhas
A onde estão as minas?

Para onde foram as geleiras
Os pinguins e urso polar?
O que aconteceu com os peixes
Desapareceram do mar?
Os tubarões as baleias
A onde foram morar?

Por que será que o mar
Esbraveja tão nervoso?
E um grande tsunami
Por que é impiedoso
Matando gente inocente
Como um cruel criminoso?

Por que o sol tá mais quente
E a chuva cai sem parar?
Os montes vão pra cidade
Como o rio para o mar
O povo clama socorro
Sem ninguém para ajudar.

As montanhas cospem fogo
A terra revoltada treme,
Sumiu a fauna e a flora
O pouco que resta geme
As flores choram de medo
De se transformarem creme.

Estas serão as perguntas
Que nossos filhos farão
Os poucos que resistirem
Pois poucos escaparão
Se nós não fizermos nada
Pela próxima geração.

Francis Gomes





segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

MENSAGEM DE NATAL


Passam-se os anos, mudam-se algumas coisas, encontramos pessoas, fazemos amigos, ficamos velhos. E nesta história chamada de vida, somos personagens e escritores da própria história.
É verdade que a vida às vezes nos faz chorar, deixa nosso sorriso triste, nos fere com feridas profundas difíceis de cicatrizar. Mas de repente nos presenteia com alguém especial que nos traz sentido a vida, que nos faz sorrir e acreditar que ainda podemos ser feliz.
Existe data especial como o natal, ano novo, tempo de repensar valores, de ponderar sobre a vida, refletir e fazer uma retrospectiva dos nossos erros e acertos. Também é momento de deixar renascer a esperança que mora dentro de nossos corações, a confiança, restituir o brilho no olhar.
Agradecer a Deus por colocar um ser maravilhoso como você em meu caminho, para iluminar e auxiliar em minha jornada e trazer um significado para a vida.
Você, é um ser especial mais que todas as datas, não é o natal nem o ano novo que te faz especial, é você que faz estas datas se tornar mais especial. Por isso entre tantas coisas boas que me aconteceram você foi a melhor, e nos momentos de tempestades tem sido minha calmaria, meu porto seguro.
Por isso não te desejo apenas um feliz natal e próspero ano novo, mas feliz todos os dias.
Porque sua existência me faz feliz todos os momentos.

Francis Gomes

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Recebi alguns pedidos para postar este poema novamente, então ai está.

O Verdadeiro Amor

O verdadeiro amor,
Não é o que aceita a pessoa como ela é
Nem o que faz tudo o que a outra quer
Porque amar, não é ser submisso.
O verdadeiro amor,
Não é aquele que trás apenas paz
Mas aquele no dia a dia faz
Mudar sem ser por compromisso.

O verdadeiro amor,
Não é aquele que segue séries
Mas se modifica para vencer as intempéries
Sem perder sua forma original.
O verdadeiro amor,
Não apaga o que viveu outrora
Porém é semelhante à aurora
Diferente só pra ser normal.

O verdadeiro amor,
Não é aquele que trás comodidade
Mas, o que todo dia trás uma novidade.
Sendo o mesmo de um novo jeito.
O verdadeiro amor,
É o que faz um ao outro reciclar
Ser novo sem modificar
Ser diferente só pra ser perfeito.

Francis Gomes

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Eu não poderia deixar de descrever em verso
a vergonha que é o congresso.

A devassa


Ela é suja, muito suja
É como a torre de Babel
E para quem não sabe
Ela é mulher da Acabe
A profana Jezabel

Ela é desejada, cobiçada
Por ela há quem mate e morra.
Cheia de muitos enfeites
Pratica os pecados e deleites
De Sodoma e Gomorra

Ela é tão devassa
Que às vezes provoca insônia,
Corrompe ricos e pobres
Transforma cidades nobres
Na antiga Babilônia.

Ela seduz e induz
A uma ganância constante,
Mulher que não tem marido
De amor pouco e fingido
Porém de muitos amantes.

Ela é sem escrúpulo
Daquelas que mente e trai,
Escolhe casar com o filho
Depois sai fora do trilho
E fica amante do pai.

Por onde a devassa passa
Ela destrói a família,
Se espalhou por todo canto
Mas onde mora e faz ponto
É na esplanada em Brasília.


Francis Gomes

Dívida Eterna



Meu amigo eu não sei
A onde Isso vai parar.
Vivo pagando encargos
E quanto mais coisa pago
Mais dívidas tem pra pagar.

Pra começar a gente paga
Pra ter direito a nascer.
É a vida inteira pagando
E quando a morte ta chegando
Paga para morrer.

Em vida a gente paga
Telefone, água e luz,
Que Deus do céu nos proteja
Mas dependendo da igreja
Paga pra aceitar Jesus.

Meu amigo é muito imposto
E taxa a nos cobrar
Nem saco furado cabe
Pelo que sabe e não sabe
A gente tem que pagar.

Pelo que tem e não tem
Pelo o que come e não come,
Paga o magro o obeso
Paga o livre e o preso
Paga até pra passar fome,

Pra vestir pra tirar roupa
Para casar e descasar
Pagamos para ir r vir
Pagamos para sorrir,
E tem quem paga pra chorar.

Porque é que você acha
Que já nascemos pelados?
O nosso pai a paga dívida
E a gente vem pra esta vida
Sem nada e endividados.

É duro, mas é preciso
A gente se conformar.
Vivemos para pagar divida
E o que não pagar em vida
Morrendo tem que pagar.

Porque é conta de mais
Não tem cristão que dê cabo
Parece um poço sem fundo
A gente paga pro mundo
Paga pra Deus e pro diabo

É a vida inteira pagando
E morremos endividados
Não tem pra onde correr
Até depois de morrer
A gente paga os pecados


Francis Gomes

sábado, 5 de dezembro de 2015

Mais uma dura realidade do natal

O natal da criança pobre


O fim do ano se aproximando...
Pensava entristecido e desolado,
Joaquim, mais um desempregado.
Então ele falou quase chorando:
Oh meu Deus! Que rumo eu trilho?
O que vou dar para meu filho?
O natal está chegando.

Dias passaram, o natal chegou,
Joaquim tinha um problema,
E para aumentar seu dilema,
O seu filho perguntou:
- Papai, papai, fala pra gente,
Será que o meu presente,
Papai Noel já comprou?

E o Joaquim muito triste,
Sem dinheiro, desempregado,
Falou pro o filho amado:
- Filho, papai Noel não existe.
- Existe sim, papaizinho,
O Carlos, nosso vizinho,
Já o viu, ele me disse.

Continuou o filho inocente:
- Carlinhos me disse como ele é,
Que ele entra pela chaminé,
Com cuidado, pra não acordar a gente.
Então papai, o bom velhinho,
Assim como para o Carlinhos,
Vai me trazer um presente?

Joaquim não suportou,
Sofrendo amargamente
Pegou seu filho carente
Em seus braços, e o beijou.
Com o coração partido
Deu boa noite ao ente querido,
Entrou no quarto, bateu no peito e falou:

- Deus, oh Deus! Eu te peço humildemente,
Já que eu estou desempregado,
Ao menos para meu filho amado,
Ajude-me dar um presente.
Tu bem sabes o quanto eu o amo,
E não quero destruir este sonho
De uma criança inocente.

Então a noite passou;
E no outro dia cedinho,
Lá, lá na casa do Carlinhos,
O papai Noel presenteou,
Mas aquele bom velhinho,
Nem Joaquim, nem seu filhinho,
Ele se quer visitou.

E quando a criança acordou...
Olhou para um lado, para outro,
E falou pra seu pai: - de novo!
Papai Noel não passou!
E com os olhos encharcados,
Em sua humilde cama sentado,
Chorando, desabafou:

- Oh Deus! Desculpe o que eu vou dizer:
Papai Noel não existe, não, existe não,
O meu papai tem razão,
Olha, eu vou explicar porque:
Ele nunca visitou a gente,
E nem me trouxe um presente,
Nunca, nunca um dia veio me ver.

E se ele existe, ele é muito ocupado,
Ou talvez seja orgulhoso,
Um velhinho rancoroso,
Pois não veio neste ano, nem no ano passado,
Quem sabe ele é muito nobre,
Não entra em casa de pobre,
E nem de um desempregado.

Francis Gomes tchekos@ig.com.br
poetacordelistafrancisgomes.blogspot.com