POETA FRANCIS GOMES

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quarta-feira, 29 de junho de 2016

Náufrago


Estou como um barco em alto mar
Sem saber como voltar para cais
Quanto mais me esforço para voltar
Eu sinto que me distancio mais

Lembrando de tudo que nos aconteceu
No antes, durante e depois,
Mergulho no oceano do meu eu
E me afogo de saudades de nós dois

Sem bússola, sem farol sem guia,
Seguindo o rumo que me leva os ventos
A deriva na imensidão desta saudade
Náufrago dos meus próprios sentimentos


Francis Gomes





domingo, 26 de junho de 2016

Presentes


Eu não quero receber nem dar presente
Fingir que sou amado ou amo alguém,
Por causa de um dia de uma data
De tradições e consumismo ser refém.
Eu quero ser presente, estar presente
Na vida de quem me quer assim também.

Eu quero muito mais que um momento,
Lembrar e ser lembrando o ano inteiro
Ser livre para amar quem eu quiser
E de um único amor ser prisioneiro
Falar te amo como quem canta um hino
Ou um louvor para um Deus verdadeiro.

Quero alguém que ame sem limites
E eu do mesmo modo a ame tanto,
Que eu cause e sinta ciúmes
Na medida certa, sem passar do ponto,
Só pra lembrar que somos um do outro
E o amor jamais perder o encanto.

E quando chegarmos à velhice
E nos lembrar de nossa juventude
Da promessa de um ao outro ser fiel
Na fortuna na doença e na saúde,
Eu ter certeza de que ela me amou
E eu a amei mais do que pude


Francis Gomes



quarta-feira, 22 de junho de 2016

O viajante


Às vezes olhando da janela do meu Eu
Vejo ao longe no horizonte infindo
As curvas sinuosas das estradas que passei
E a luz da vida dia a dia se indo

Estrada que não fica rastros
Porque o vento apaga-os facilmente
E o tempo amigo ou inimigo, não sei,
Se encarrega de apagar da mente.

As imagens vistas e vividas se turvam,
E por mais que queira não volta atrás.
O que vi e vivi nesta longa estrada
Agora se foi bom ou ruim tanto faz.

O tempo, o peso da idade fragiliza-me
Faz-me sentir frio nesta jornada.
E percebo que é noite e a janela do meu Eu,
Estar aberta e precisa ser fechada.

E tudo ficará no esquecimento,
O viajante como se não tivesse existido
As curvas, a estrada, a estrada as curvas
Tanto um como outro será esquecido.


Francis Gomes

terça-feira, 21 de junho de 2016

O primeiro é eterno

Quando a gente pensa
Em um amor verdadeiro
Não tem como não lembrar
Do nosso amor primeiro
Da primeira troca de olhar
Do primeiro beijo que dar
Do primeiro abraço ligeiro

Daquele gosto do beijo
Daquele beijo sem gosto
Sem doce, sem sal aguado,
Porém parece composto
De sal e muita pimenta
Que além de queimar esquenta
As faces de todo rosto

É simples e muito singelo
Mas pouco tempo demora
E aquela doce inocência
Logo, logo vai embora,
E entre muitas carícias
Surge no corpo a malícia
Da paixão que nos devora

Então aquela inocência
Que tinha em tempo de outrora
Dar lugar para os desejos
Que na pele quente aflora
Como os raios que surgem
Rompendo pequenas nuvens
Quando vem surgindo a aurora

Assim deste jeito é o amor
Como o sol que aquece
Tem dias que ele brilha
Outros  nem aparece
Mas o amor é tão nobre
Que quando a gente descobre
Nunca mais a gente esquece

Porque o amor verdadeiro
Traz paz, alegria e calma,
Vem do íntimo do espírito
De dentro, vem lá da alma.
Tem dias que nos esquenta
Tem dias que apimenta
E dias que nos acalma.


Francis Gomes


quinta-feira, 16 de junho de 2016

Quando eu parti



Quando o tempo impetuoso me vencer
E os meus dias chegarem ao entardecer
Pondo limites na aurora dos meus anos.
Sem boa noite ou despedida dormirei
Nas asas do desconhecido voarei
Para acorda somente em outro plano.

E neste momento em que eu partirei só,
Em pouco tempo serei eu apenas pó
Folha seca levada pelo vento.
Assim como o raiar de um novo dia
Ou o silêncio de uma madrugada fria
Também cairei no esquecimento.

Quando eu parti sem saber para onde
Talvez verei aonde Deus se esconde
E como Ele, viverei sem ser visível.
Se possível guarde de mim uma lembrança
Também conserve um pouquinho esperança
De me encontrar no mundo invisível

Mas como tudo cai no esquecimento
Se me esquecer é natural eu não lamento
Deixo meus versos e meu amor como legado.
Se sentir saudade e quiser falar comigo
Mesmo distante estarei sempre contigo
Em silêncio, invisível ao seu lado
                                                            


Francis Gomes                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            

domingo, 12 de junho de 2016

O amor que eu quero



Eu quero uma pessoa que eu ame tanto
Que nenhum outro encanto
Seja aos meus olhos mais que o dela
Uma pessoa que me tire à calma
Que me tire o fôlego e até minha alma
Sinta arrepios quando eu pensar nela

Alguém que complete todos os meus anseios
E que me acalente em seus seios
Como uma mãe que pelo seu filho vela
Que seja amada, amiga amante
E todos os versos e poema que eu cante
Sejam exclusivamente pra ela

Que seja calma e bem comedida
Mas no momento certo seja atrevida
Que me surpreenda e tenha atitude
E que eu possa falar para quem quiser
Que eu sou seu homem e ela minha mulher
E que eu a amei muito mais que pude

Eu  quero uma pessoa para amar assim
E que ela também faça por mim
O que nunca outra pessoa fez
E que eu jamais deseja trair
E sempre que o amor nos unir
Seja tão bom como a primeira vez



Francis Gomes

sábado, 11 de junho de 2016

Perfeição


Quando vou ao mar
Que olho alem do horizonte
Lá onde ficam os corais.
A onde o mar mudar de cor
Ali na linha do imaginário
Os meus olhos buscam
O inexplicável no infinito.

E sonho contemplando
A grandeza do poder de Deus
Sem explicação.
E lembro-me que,
Olhar nos teus olhos
É como mergulhar
Na imensidão do mar
Que de tão belos arrepia,
Hipnotiza
Como o cântico da sereia
O pescador.

Olhar nos teus olhos,
Te admirar, te tocar,
E como contemplar o mar.
De tão lindo,
A gente só acredita que ele existe
Porque pode ver, pisar na areia
E mergulhar em suas águas.
Tão esplêndido, tão admirável,
Que até o ateu,
Acredita na perfeição de Deus.

Francis Gomes


Você, soneto perfeito

De tuas curvas fiz versos
De tua voz melodia
De teus beijos e toques
Lirismo de uma poesia
Fiz da poesia  oração
Para te ler todo dia

 No livro de minha vida
Você é um lindo soneto
Li, reli, analisei cada verso
E não encontrei defeito
Em métrica, rima lirismo,
Foste escrito perfeito

 Te reescrevi em braile
Só para te ler com as mãos
Para não te esquecer
Te transformei em canção
Pra te cantar em acústico
Eu, você voz e violão.

Assim te memorizei
Para nunca mais esquecer
Até li outros poemas
Mas nenhum como você
Passa o tempo vão os anos
E não me canso de te ler


Francis Gomes


Teus olhos


Nem mesmo no arco Iris
E suas diversas cores
No espetáculo que é
O colorido das flores
O céu azul e o mar
Podem se comparar
Aos teus olhos sedutores

Estes teus olhos eles são
São lindos, mas lindos tanto
Que quando você me olha
Eu sem beber fico tonto
Se há perfeição na beleza
Os teus olhos com certeza
Alcançaram este ponto


Francis Gomes



Declare seu amor


Ser sozinho
Como é triste ser sozinho...
Andarilho sem amor,
Uma estrela solitária,
Que não dá seu resplendor,
É como um corpo sem alma,
Um espírito sem senhor.
Forasteiro sem ter casa
Fugitivo sem razão,
Implorando ao vento um beijo
E um carinho à solidão,
Suplicando à noite um sonho,
E ao sonho uma paixão.
Mas, como é triste ser sozinho...
Pelo mundo a vagar,
Sem parentes, sem amigos...
Sem ninguém a te esperar,
Sem um olhar, um sorriso,
Sem alguém pra te abraçar.
Mas é bom ter esperança,
Sempre alcança o que espera.
Vai à luta não desiste,
Quem persiste prospera,
Hoje já não sou tão triste,
Nem sozinho como eu era.
O destino como prêmio,
Te botou em meu caminho,
Já não sou tão solitário,
E nem ando tão sozinho,
Nem meu coração murmura,
Mendigando um carinho.
Nunca mais serei sozinho,
Nem jamais serás sozinha,
Serei eu, o que te faltava,
Tu serás o que eu não tinha,
Eu serei metade teu,
Tu serás metade minha.
Francis Gomes

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Como nascem as canções de amor

Letras que formam sílabas
Silabas que formam palavras
Palavras que formam frases
Frases que formam versos
Versos que formam poesias
Poesias que formam canções
Canções que falam de amor.

Amor que é verdadeiro
Outro que é ficção
Amor que dura para sempre
Outro que é ilusão.
Amor que nasce de um beijo
E toma o coração
Outro que é fingimento
Talvez apenas paixão.

Amor que ninguém resiste
Impossível dizer não
Amor que ninguém descreve
Alem da imaginação
Amor que é mais que poesia
Não canta em uma canção
Além da vida e da morte
Amor sem explicação.


                            
Francis Gomes

  

Arraiá em mim

Eita lasqueira. Meu coração
Está como uma fogueira acesa
Em noite de São João.
Queimando em chamas
Ardendo em brasas
De tanta paixão.

E tanto desejo,
Faz meu sangue ferver,
Em cada orifício.
É tanta loucura,
E tanto calor
Aquece meus sentimentos
Faz borbulhas de amor,
Que explodem dentro do peito
Como fogos de artifício.

Viva São João,
Viva São Pedro,
Viva Santo Antonio
O santo casamenteiro.
Grita meu coração
Batendo nas paredes do peito,
Alegre, pulando,
Como quem dança quadrilha
Embriagado de amor.

Anarriê, balancê, travessê,
Trancê, shaqualhê.
Eita que este coração ta doido.
E no trançar do passo,
Não marca compasso
Trupicando nos próprios pés.
Tá igual trem cuspindo fumaça
Soltando fogo pelas ventas,
Ou coração vadio só inventa.
E continua, a pular, gritar
Salve o arraiá,
Que quero é amar,
Mas Deus me livre de casar.




Francis Gomes

domingo, 5 de junho de 2016

Amor não é para ser falado, mas vivido

Acredite, não há pessoa certa,
E muito menos a pessoa perfeita
Existe a pessoa que te completa
E como parte dela te aceita

Que conhece seus defeitos
Mas prefere elogiar suas virtudes
Não fala nem escreve eu te amo
Mas faz isso por meio de atitudes.

Se você não  for capaz de fazer isso 
Nem alguém de fazer isso por você
Não perca tempo falando: eu te amo
Nem acredite se falar isso pra você.

Coração não recebe ele dar ordens.
Não minta pra si mesmo nem pra ela
Quando o amor é de verdade os dois,
Juntos formam uma linda aquarela.

Quanto o amor de verdade é assim,
Um sem o outro perde o sentido.
Não apenas fala, escreve declama,
Porque o amor para quem  ama
Com atos e atitudes é vivido.

Francis Gomes


sexta-feira, 3 de junho de 2016

Guerra Sintática


Em sua oração,
Eu sou um sujeito composto.
Mas você insiste em fazer-me
Substantivo comum.
Porque se acha um artigo definido
Para dar-me não as qualidades que mereço
Mas a que você achar conveniente.
E nas suas flexões nada flexivas,
Pode mudar meu gênero, grau e número.
E nesta sua prepotência
Coloca-se como advérbio de afirmação
Põe-me no lugar de verbo
Para que ao seu modo
Possa me conjugar em todos os tempos,
Principalmente no pretérito imperfeito.
A onde você é a voz ativa
Jamais a passiva.
E eu nunca teria voz reflexiva recíproca.
Mas todo este seu modo imperativo sobre mim,
Acaba quando me transformo                                                                                                                  Em locução adjetiva.
Então sou absoluto em minhas qualidades.
Esqueçamos estas conjunções comparativas
E vamos as finais,
Pois são apenas temos integrantes da oração.
Deixamos de lado estas obscuridades
Que não passam de figuras de linguagem,
Causando barbarismo e colisão com eco.
Por fim, esqueçamos esta guerra sintática
E formamos um período composto
Por subordinação mútua.


Francis Gomes




quinta-feira, 2 de junho de 2016

Amor dos amores






Eu sei que eu vou ficar velho,
E muitas coisas ficaram no esquecimento,
Mas tem uma que jamais apagarei
Do coração e também do pensamento.
Para muitos pode ser uma ilusão
Mas será minha eterna paixão
E da vida o meu melhor momento.

Daqueles que a gente nunca esquece
E na velhice lembrarei sempre contente.
E aqueles que estiverem em minha volta
Me vendo pensativo e sorridente,
Com certeza vão sorrir e vão zombar
E alguns certamente irão falar
Os muitos anos me deixaram assim demente.

Mas é porque estou pensando em você
Que quando moço me fizeste delirar,
E como o amor ele nunca envelhece
Envelheci mas nunca deixei de te amar.
E viajando ainda me sinto em teus braços
Me afogando em teus carinhos em teus abraços
Sinto o calor de tua boca a me beijar.

Dos amores foste o amor de minha vida
E enquanto eu viver sempre será.
Não importa se foi segredo para os outros
Eu sei e você sempre saberá
Que das coisas mais bonita já vivida
Foste tu o amor de minha vida
E isso nem o tempo apagará.



Francis Gomes