POETA FRANCIS GOMES

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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Víboras do Serrado


Esta raça de víboras do planalto, já estavam tão decididos incriminar e tirar a presidente Dilma do poder, ou melhor, acabar com a conquista da classe pobre, menos favorecidos, que se o próprio Jesus Cristo, chegasse lá e falasse que ela é inocente, seriam capaz de caçar os direitos dele de ser Deus, acusando-o de cúmplice da presidente.
Francis Gomes

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Porque te amo

Te amo, não é pela sua beleza,
Nem pelos seus cabelos negros,
Nem pela cor dos seus olhos.
Te amo, não é pelo seu sorriso elegante,
Nem sua boca pequena
E seus lábios grandes
Ou seu decote picante.

Não é pela sua voz que sussurra,
Pelos seus braços que me apertam,
E suas mãos que me tocam.
Não é pelo seu corpo bonito
Não é pelo seu jeito atraente,
Nem pelo teu olhar que provoca.

Nem por sua sensualidade
E este teu beijo quente
Nem porque quero te amar.
Te amo, porque não mando
Em meu coração,
Não controlo meus sentimentos,
E não consigo te odiar.
Só por isso,
E por isso te amo,
E não consigo deixar de te amar.




Francis Gomes

sábado, 27 de agosto de 2016

Você, soneto prefeito



De tuas curvas fiz versos
De tua voz melodia
De teus beijos e toques
Lirismo de uma poesia
Fiz da poesia oração
Para te ler todo dia

No livro de minha vida
Você é um lindo soneto
Li, reli, analisei cada verso
E não encontrei defeito
Em métrica, rima lirismo,
Foste escrito perfeito

Te reescrevi em braile
Só para te ler com as mãos
Para não te esquecer
Te transformei em canção
Pra te cantar em acústico
Eu, você voz e violão.

Assim te memorizei
Para nunca mais esquecer
Até li outros poemas
Mas nenhum como você
Passa o tempo vão os anos
E não me canso de te ler


Francis Gomes

Amor morfológico


O amor é um sentimento primitivo e radical.
Não aceita desinências nem afixos.
Mas os amantes criam suas derivações
Acrescentando ao amor falsos sufixos,
E nestas derivações impróprias
Surgem também inexistentes prefixos

Apesar de uniforme e primitivo
E não aceitar derivações
Devido o hibridismo dos amantes
O amor tem suas exceções 
Sem perder a composição original
Permite algumas flexões 

É claro que isso não é regra
Cada um sabe sua necessidade
A reflexiva precisa ser recíproca 
E ainda depende da adversidade
Da pessoa, do lugar do tempo
Da causa, do modo da intensidade.

O amor por si próprio é primitivo
É amor, e não aceita variantes
Mas devido às irregularidades
E as mudanças serem abundantes
O amor se torna morfológico
Para suprir as falhas dos amantes.

Francis Gomes

Apelidos

Algumas estrofes do cordel apelidos

Eu não sei quem inventou 
A peste do apelido
Se foi um cabra safado
Ou até mesmo atrevido,
Para aprontar tal coisa
E ainda achar divertido,

A verdade é que existe
Apelido de todo jeito,
Alguns até engraçados
Outros puro preconceito,
Mas tem aquele que cai
Como luva no sujeito. 

O apelido muitas vezes
Tem haver com a pessoa,
O lugar onde nasceu
Se é ruim ou se é boa, 
Se trabalha ou se gosta
De viver andando atoa.

Com o seu jeito de ser
Se é bonita ou feia,
Se é alta ou se baixa
Se é magra ou meio cheia,
Se fala pouco ou se gosta 
De falar da vida alheia.

Seja da forma que for
Odeio todo apelido,
Sendo ele engraçado
Sendo ele divertido,
Para mim é  do diabo 
Ou de algum pervertido.

Essa vida às vezes tem 
Momentos inexplicáveis
Uns bons e outros ruins
Alguns até memoráveis,
Uns causam pequenos danos
E outros irreparáveis. 

Visitando uma cidade
Eu fiquei meio perdido
Sem achar o endereço 
Do nome desconhecido,
Lá todos se conheciam
Por meio de apelido.

Mas quando fui explicando
Como que era o sujeito
Um falou: — Eu sei quem é,
Ta falando do prefeito,
Casado com a baleia
E é pai do sem peito. 

Perguntei qual o seu nome?
Ele disse: — É bacurau,
Este aqui é o Ferrugem,
E aquele é Catatau,
E os dois que estão sentados
Vira Lata e Zé Mingau.

Rapaz mas eu não sabia
Que Mané era prefeito,
Me fale como foi isto
Me explique isso direito,
Como que ele conseguiu
Votos para ser eleito? 

Bacurau disse: — Seu moço
O senhor ta enganado,
Prefeito é o nome dele
Aquilo é um coitado,
Não sai do bar do Salsicha
Bebendo com o Deputado.

O prefeito é seu Soneca
Casou com dona Preguiça,
Tem um filho e uma filha
A Tartaruga e o Linguiça,
O pai dele já morreu
Só ficou dona Carniça.

Eu falei seu Bacurau
Não me leve por maldade,
Peço que o senhor me fale
Com toda sinceridade,
Como é que se chama mesmo 
O padre desta cidade?
            
Ele falou: — É um santo
Com ele não tem mutreta, 
Deus abençoe este homem
O santo padre Mula Preta, 
E também seu sacristão
Cigarrinho do capeta.

O senhor não leve mal
A minha curiosidade, 
Mas estou muito abismado
Com tanta diversidade,
Tem mais alguém que o senhor
Conheça nesta cidade?

— A cidade é pequena
Eu conheço todo mundo,
Pelé, Ziko, Romarinho
Dinamite e Edmundo,
E ontem nasceu Robinho
Filho do seu Vagabundo. ...


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sábado, 20 de agosto de 2016

Olimpíadas, aos milionários milhões aos necessitados tostões




Olimpíadas,aos milionários os milhões e aos necessitados os tostões.


Meus queridos, lendo algumas reportagens sobre as premiações dos medalhistas olímpicos, li no site de notícia terra, sobre as premiações dos medalhistas brasileiros, e particularmente, fico indignado, revoltada como que o COB trata nossos atletas.
Deste jeito o Brasil nunca chegará a lugar nenhum.

Os nossos atletas não tem apoio, patrocínio, não tem nem onde treinar. Não ganham praticamente nada, como: Canoagem, boxe, atletismos em geral. Mas o COB pagará cerca de R$ 35 mil (equivalente a cerca de US$ 11 mil) aos brasileiros que subissem ao pódio individualmente - independentemente da cor da medalha.
Por outro lado os Jogadores de futebol que já ganham milhões, cheios de patrocinadores e direitos de imagens, a premiação deve ser maior, e bem maior, cerca de US$ 100 mil (cerca de R$ 330 mil) para cada jogador

Já as conquistas em equipe serão remuneradas com metade do valor, R$ 17,5 mil (ou US$ 5,5 mil).

Sem contar que os valores oferecidos pelo o Brasil estão entre os menores da América Latina.
Eu não poderia deixar de falar que me sinto envergonhado, indignado, com isso, os que menos precisam são os que mais recebem. MEU BRASIL BRASILEIRO, REALMENTE É, NÃO UM MULATO INZONEIRO,MAS, UM COB ZOMBETEIRO. Isso é zombar dos verdadeiros heróis e guerreiros de nossa pátria.

Deixo como brasileiro, como ser humano, como poeta e patriota que sou, minha indignação com este descaso aos nossos atletas, como fala estrofes de poema de minha autoria:

 Meu canto

...Mas este povo, esta nação sem bandeira
É como o sol rompendo a aurora a cada dia
Muitas vezes são deuses de si mesmos
Infelizes estandartes da alegria,

Impávidos heróis sem honra ao mérito
Gênios que a pátria não os reconhecem
Filhos legítimos de um rei
Bastardos na miséria em que perecem...


Francis Gomes 

Carta ao presidente


Saiba excelentíssimo senhor presidente,
O senhor que não é nordestino como a gente,
Que aqui no nordeste tudo vai bem.
Há mais de três anos que não chove,
Se não acredita, venha o senhor e comprove
Apesar de que isso, não é da conta de ninguém.

As ribaçãs que sempre migram do agreste,
Enfeitando o céu azul do meu nordeste,
Também fugiram para não morrer de fome.
E a cauã que canta ao romper da aurora
Hoje não canta, ela simplesmente chora,
Pois como eu, faz muito tempo que não come.

Por falta de chuva, os rios e açudes secaram,
Os resistentes umbuzeiros murcharam,
Até o mandacaru murchou também.
Mas saiba excelentíssimo Senhor presidente
O senhor que não é nordestino como a gente
Que aqui no nordeste tudo vai bem.

Os nossos filhos, já nem vão mais a escola,
Ao in vez disso, precisam pedir esmola,
Andam sujos, descalços e esmolambados.
Muitos estão doentes em cima da cama,
Isto é normal depois de beberem lama,
Misturada com fezes e a urina dos gados.

Gados que morreram sem ter pra onde fugir,
A fome e a sede, não puderam resistir,
Mas este é o destino que todo sertanejo tem.
Por isso saiba excelentíssimo senhor presidente
O senhor que não é nordestino como a gente
Que aqui no nordeste tudo vai bem.

Somos nordestinos, fomos esquecidos.
Homens e mulheres desconhecidos,
Apesar de ser um povo tão valente.
Quarenta dias jejuaram Cristo e Moisés,
Mas meu senhor jejuar quarenta meses
Infelizmente não existe quem aguente.

Senhor presidente, desculpe lhe jogar isso na cara,
Pois não sabe o que é ter fome doença rara,
E não conhece esta dor que a gente tem .
Por isso saiba excelentíssimo senhor presidente
O senhor que não é nordestino como a gente
Que aqui no nordeste tudo vai bem.

Se por acaso esta carta chegar a vós
Certamente não ouvirá mais minha voz
Porque a morte esta batendo em minha porta.
Não sou o único, sou apenas mais um homem
Como muitos, condenado a morrer de fome,
Mas e daí, quem com isso se importa?

Desculpe os erros minhas mãos estão tremendo,
E as minhas vistas já estão escurecendo
Chegou à hora, de eu me despedir também.
Mas saiba excelentíssimo senhor presidente
O senhor que não é nordestino como a gente
Que aqui no nordeste tudo continuará bem.



Francis Gomes

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Amores amantes sem par


O amor, ah o amor. 
Este difícil relacionamento a dois
Seus mistérios segredos e sensações
Suas causas, ilusões desilusões,
Antes, durante e depois.

Esta busca da metade pela metade
Sem saber por onde começar
Em um mundo de encantos e desencantos
Encontros e desencontros
Amores amantes sem par.

Este sentimento abstrato
Complexo cheio de derivações
A onde os seres opostos,
Formam substantivos compostos
Praticam e sofrem ações.

No inicio não existe antônimos,
Os adjetivos são metáforas,
Sempre tem uma alternativa 
As falhas tem uma explicativa
E tudo termina em anáfora.

Porém depois de um período
Começa aparecer às exceções,
O sujeito já não tem qualidades
Surgem as obscuridades
E o barbarismo causa colisões

 Já não existe verbo de ligação,
Cada um em seu modo imperativo.
O plural volta para o singular
E cada um começa a procurar
Outro sujeito com novos adjetivos.

Quando o amor acaba é assim,
Sujeito composto sem predicado.
E o verbo que juntos conjugamos
Eu te amo, tu me amas, nos amamos,
Entre os dois não é mais conjugado.

Os possessivos usados no singular.
Antes era usado no plural.
O amor que antes era poemas
Transformou-se em um conto de dilemas
O protagonista morreu antes do final.

Francis Gomes

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Vitrine da vida


Por longos anos eu segui a vida
Reclamando e dizendo: Eu não mereço.
Sempre olhando para o que não tenho
Buscando aquilo que eu não conheço
E as coisas boas que Deus me dar
Como um cego incrédulo, não agradeço.

A reclamar da vida e maldizer da sorte
Como quem rema um barco em direção oposta
Morto para vida a viver para morte
Alcancei por fim de Deus uma resposta:
A vida é uma vitrine com o que a gente faz,
Mas felicidade não é mercadoria exposta.




Francis Gomes

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Telões de imagens mortas


Faço dos meus versos um refugio,
Me escondo de mim dentro deles,
Ao mesmo tempo em que me oculto,
Revelo meus segredos por eles.

Controlo meus sentimentos duramente,
Para que contra mim, não se rebelem,
Mas não consigo contê-los secretamente,
Sem que meus versos e meus olhos os revelem.

Se das palavras, a boca é a porta,
Que revela do coração os seus suplícios,
Os meus olhos são telões de imagem morta,
Que revela do meu eu os sacrifícios.

Tenho vivido como um vento impetuoso,
Em redemoinho, que não sabe aonde ir,
O céu do meu eu, é nebuloso,
De tal forma que não consigo mais fingir.

Pois nem sempre vou aos lugares onde quero,
Nem meu coração esta comigo onde estou,
Pobre de mim sou o que sou não o que espero,
Meu coração vai onde quer, não aonde vou.




Francis Gomes