POETA FRANCIS GOMES

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segunda-feira, 24 de julho de 2017

Uma homenagem a árvore tamboril na serra do Quncuncá Farias Brito CE

Tamboril

Oh tu que é um impetuoso centenário
O próprio Deus lançou tua semente a terra
Quem teve a honra de te ver nascer?
Para ser quase imortal no alto da serra
Para testemunhar tempos de paz
E sobreviver a tempos de guerra

Para suportar a chuva e o frio do inverno
Sobreviver a estiagem a seca, o verão
Rejovenecido pelas chuvas de março
O orvalho de maio, para reinar no sertão
Florir na primavera de teus muitos anos
Como um adolescente na primeira paixão

Suas raízes robustas fincadas na terra
Pulam para fora mostrando tua grandeza
Servem de bancos para o viajantes descansarem
E sustentarem a tua doce e selvagem beleza
Os teus braços abertos acolhe a todos como filhos
E te faz gigante pela própria natureza

Quantas pessoas viste passar nesta estrada!
Quantas gerações viste nascer e envelhecer!
Quantas crianças brincaram em tuas sombra
E tu oh tamboril, viste nascer, envelhecer e até morrer
Certamente eu morrerei e tu ficarás, mas estes versos
As gerações saberão que te conheci quando os ler

Quantas declarações e frases de amor em corações
Estão cicatrizadas em teu tronco impetuoso
De gerações em gerações testificando
Que os anos só te fazem mais virtuoso
És centenário desde minha meninice 
Eu fico velho e você mais vigoroso

Tudo és o velho e sempre novo tamboril 
Impetuoso e rei na serra do Quincuncá
Distrito de minha Farias Brito
Antigamente chamado Quixará
No extremo sul do meu estado
Região do cariri no Ceará


Francis Gomes


De volta ao passado



Sozinho em meu quarto
Viajando no tempo, voltei ao passado,
Pra rever um filme que eu tinha na mente
E por muito tempo ficou apagado.
Puxei na memória, e liguei o play que estava parado,
Revi as imagens de papai querido,
E minha mãezinha chorando em meus braços.

Imagens tão claras,
Que até pareciam ser recentemente,
Eu vi minha mãe em meus braços chorando
Me aconselhando filho seja prudente.
Não mate, não roube,
Mas tenha cuidado com o que for fazer...
Eu peço pra Deus que proteja você
E peço a você 
Não esqueça da gente.

O meu velho pai que sempre foi duro até soluçava,
Sua voz tremia enquanto me abraçava
Com os olhos vermelhos, molhados de lágrimas.
Olhei da janela pela ultima vez
Eu vi meu cachorro,
Que ficou latindo como me dizendo
Você vai, eu morro.

Abraçando meus pais não me segurei
Comecei chorar.
Prometi pra mim mesmo
Perdendo ou vencendo
Um dia eu vou voltar.
Pra rever meu povo, papai e mamãe;
Rever meu lugar.
Até meu cachorro se ainda estiver vivo
Quando um dia eu voltar.

Então despertei abri os meus olhos para realidade.
Num curto delírio viajando no tempo de tanta saudade.
Papai e mamãe, a minha promessa ainda esta de pé,
De um dia voltar pra rever vocês
E o meu cachorro se vivo estiver.
O tempo passou, muitas coisas mudaram,
Mas não meu amor,
Apesar da distância vocês estão comigo
No lugar que eu for.

Prepare minha rede
Avise os amigos que eu vou voltar,
Convide os parentes para estar presente
Quando eu chegar.
Papai e mamãe eu quero revê-los
Poder abraçá-los,
Matar a saudade que corta em meu peito
E me faz chorar.

Francis Gomes

domingo, 16 de julho de 2017

Reflexo do tempo





Vendo assim.
Com estes olhos azuis
Olhar sereno, semblante alegre
E um sorriso estampado no rosto.
A pele viçosa, sem rugas.
Os lábios vermelhos
Mostrando o vigor da idade
E o frescor da juventude.
Os longos cabelos pretos
Soprados pelo vento e
Os dois polegares levantados
Indicando sinal de positivo.
Vendo assim.
Ninguém diria que é a mesma pessoa.
O espelho mostra cabelos brancos,
Rugas pelo rosto, olhos turvos,
E olhar distante.
Um semblante triste, e lábios
Que não mais sorriam.
A foto ao lado da penteadeira
É a única lembrança boa que tenho,
E que o tempo ainda não consegui desbotar.
Mas o espelho impiedoso e verdadeiro
Mostra-me
O quanto implacável foi o tempo
Para comigo.



Francis Gomes

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Violentadores e violentadas


Às vezes eu me pergunto
Qual é a graça que tem
Um pilantra e safado
Que não respeita ninguém
Como quem quer e não quer
Se aproveitar de uma mulher
No ônibus metrô ou trem.

Pergunto a este sujeito
O que ele ia achar
Se atrás dele tivesse
Um tarado a se esfregar?
Para este animal
Seria isso normal?
Será que ia gostar?

Pergunto mais uma vez
A esta mata sem trilha
A esta luz apagada
Estrela que nunca brilha.
Se a mulher abusada
Fosse sua namorada
Irmã sua mãe ou filha?

Responda pra você mesmo
E nem responda pra mim.
Qual seria a punição
Para um sujeito assim?
Porque pra mim este bicho
Eu capo e jogo no lixo
Se dane que achar ruim

Francis Gomes





domingo, 2 de julho de 2017

Tempo




Não há marcas feitas pelo tempo
Que o próprio tempo não apaga
Não há nada que o tempo não leve
Nem nada que o tempo não traga

O tempo é senhor de si mesmo
E de tempo em tempo se gaba
Zombando do que é para sempre
Porque o para sempre um dia acaba

O tempo é um zombador sem limites
Zomba da tristeza, da dor da saudade
Zomba do choro, do riso, da alegria
Zomba do que se diz felicidade

Porque o tempo sabe que ao seu tempo
Há um tempo que determina o que vai ser
Ele que é o Inicio o meio e o fim
Determina o tempo de nascer, existir e morrer.

Francis Gomes

segunda-feira, 12 de junho de 2017

O amor que eu quero





Eu quero uma pessoa que eu ame tanto
Que nenhum outro encanto
Seja aos meus olhos mais que o dela
Uma pessoa que me tire à calma
Que me tire o fôlego e até minha alma
Sinta arrepios quando eu pensar nela


Alguém que complete todos os meus anseios
E que me acalente em seus seios
Que me acalme e provoque no colo dela
Que seja amada, amiga amante
E todos os versos e poema que eu cante
Sejam exclusivamente pra ela


Que seja calma e bem comedida
Mas no momento certo seja atrevida
Que me surpreenda e tenha atitude
E que eu possa falar para quem quiser
Que eu sou seu homem e ela minha mulher
E que eu a amei muito mais que pude


Eu  quero uma pessoa para amar assim
E que ela também faça por mim
O que nunca outra pessoa fez
E que eu jamais deseje trair
E sempre que o amor nos unir
Seja tão bom como a primeira vez


Francis Gomes

sábado, 10 de junho de 2017

Presentes


Eu não quero receber nem dar presente 
Fingir que sou amado ou amo alguém, 
Por causa de um dia de uma data 
De tradições e consumismo ser refém. 
Eu quero ser presente, estar presente 
Na vida de quem me quer assim também. 

Eu quero muito mais que um momento, 
Lembrar e ser lembrando o ano inteiro 
Ser livre para amar quem eu quiser 
E de um único amor ser prisioneiro 
Falar te amo como quem canta um hino 
Ou um louvor para um Deus verdadeiro. 

Quero alguém que ame sem limites 
E eu do mesmo modo a ame tanto, 
Que eu cause e sinta ciúmes 
Na medida certa, sem passar do ponto, 
Só pra lembrar que somos um do outro 
E o amor jamais perder o encanto. 

E quando chegarmos à velhice 
E nos lembrar de nossa juventude 
Da promessa de um ao outro ser fiel 
Na fortuna na doença e na saúde, 
Eu ter certeza de que ela me amou 
E eu a amei mais do que pude 


Francis Gomes