POETA FRANCIS GOMES

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segunda-feira, 12 de junho de 2017

O amor que eu quero





Eu quero uma pessoa que eu ame tanto
Que nenhum outro encanto
Seja aos meus olhos mais que o dela
Uma pessoa que me tire à calma
Que me tire o fôlego e até minha alma
Sinta arrepios quando eu pensar nela


Alguém que complete todos os meus anseios
E que me acalente em seus seios
Que me acalme e provoque no colo dela
Que seja amada, amiga amante
E todos os versos e poema que eu cante
Sejam exclusivamente pra ela


Que seja calma e bem comedida
Mas no momento certo seja atrevida
Que me surpreenda e tenha atitude
E que eu possa falar para quem quiser
Que eu sou seu homem e ela minha mulher
E que eu a amei muito mais que pude


Eu  quero uma pessoa para amar assim
E que ela também faça por mim
O que nunca outra pessoa fez
E que eu jamais deseje trair
E sempre que o amor nos unir
Seja tão bom como a primeira vez


Francis Gomes

sábado, 10 de junho de 2017

Presentes


Eu não quero receber nem dar presente 
Fingir que sou amado ou amo alguém, 
Por causa de um dia de uma data 
De tradições e consumismo ser refém. 
Eu quero ser presente, estar presente 
Na vida de quem me quer assim também. 

Eu quero muito mais que um momento, 
Lembrar e ser lembrando o ano inteiro 
Ser livre para amar quem eu quiser 
E de um único amor ser prisioneiro 
Falar te amo como quem canta um hino 
Ou um louvor para um Deus verdadeiro. 

Quero alguém que ame sem limites 
E eu do mesmo modo a ame tanto, 
Que eu cause e sinta ciúmes 
Na medida certa, sem passar do ponto, 
Só pra lembrar que somos um do outro 
E o amor jamais perder o encanto. 

E quando chegarmos à velhice 
E nos lembrar de nossa juventude 
Da promessa de um ao outro ser fiel 
Na fortuna na doença e na saúde, 
Eu ter certeza de que ela me amou 
E eu a amei mais do que pude 


Francis Gomes 
Declaração  silenciosa 


Há tantas coisas que eu queria te falar
E muitas outras que eu gostaria de ouvir
Mas com palavras não consigo explicar
Tudo o que você me faz sentir

É por isso que às vezes eu me calo
E sem palavras em silêncio te declamo
Todas as vezes que te olho e nada falo
Significa que estou dizendo: te amo.


Francis Gomes


domingo, 4 de junho de 2017

Sem Explicação




Não precisa falar bem para dizer te amo
Nem precisa saber muito para saber amar
É possível dizer te amo sem usar palavras
Não há ciência que explique a razão de amar
Não se explica o que não tem explicação
A gente ama sem motivos sem razão
Aqueles que não consegue odiar.

Francis Gomes

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Mistérios da morte



Há um momento que o ser humano 
Seja ele santo ou profano 
Tenha muito ou pouca sorte 
Acredita que a vida é fútil 
Que ele é fraco, frágil, inútil 
De ante da morte 

Este inimigo invencível 
Porta para o invisível 
Caminho único para diferentes lugares 
Pode ser longa ou curta a jornada 
Para muitos pode ser para Pasárgada 
Para outros talvez Palmares 

Para quem fica o que conforta 
É que lá ser amigo do rei importa 
Lá os servos serão servidos 
A morte pode não ter critérios 
Mas os lugares onde nos leva são mistérios 
Por todos um dia conhecidos. 
  

Francis Gomes

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Inesquecível



Faz tanto tempo que eu não te vejo
Não toco, não sinto, não beijo
As curvas de teu corpo perfumado
Nem admiro este teu sorriso lindo
Quando você atrevida me provoca rindo
Me olhando com este olhar agateado

E quando meu abraço encontra o teu
Você cola o seu rosto ao meu
E sorri ao me ver desconcertado
Com este teu jeito atrevido
Me morde sussurrando em meu ouvido
Para sentir o meu corpo arrepiado 

E mesmo tanto tempo sem te ver
Eu ainda não consigo me conter
Quando penso fico todo arrepiado
Assim cada entardecer cada manhã
Percebo que continuo seu fã
E ainda o mesmo apaixonado.

Porque mesmo tanto tempo depois
Eu ainda penso tanto em nós dois
O meu amor nunca morreu está bem vivo.
Este amor é semelhante a um vulcão
Quando te ver entra em erupção
Porque internamente sempre está ativo.


Francis Gomes

domingo, 21 de maio de 2017

Sem saída


Quando você olhar alguém
E começar perceber
O coração bater mais forte
O sangue quase ferver
Mesmo com tantos motivos
Lhe faltam adjetivos
E não sabe o que dizer,

Faltar voz, palavra, fôlego
E ficar meio sem jeito
Mesmo você sabendo
Que não tem ninguém perfeito,
É o destino aprontando,
Entre muitos e procurando
Você não encontrar defeito.

Cuidado muito cuidado
O destino te convida
Para uma paixão passageira
Ou o amor de sua vida
seja lá isso o que for
Atração, paixão ou amor
É uma rua sem saída


Francis Gomes

sábado, 20 de maio de 2017

Vale a pena lançar um livro e ter uma crítica desta



Dica de Leitura: “Um ser tão enigmático”, de Francis Gomes
(Constructo de Alba Atróz – 20 de maio de 2017)

Numa manhã fria e chuvosa, pouco antes de embarcar num transporte público caótico, ainda na fila, retirei da mochila “Um ser tão Enigmático”, obra do poeta e cordelista, mestre Francis Gomes. Como sempre, a leitura de um bom livro surgiu como um alento, tendo mesmo me distraído e aguçado minha sensibilidade por um itinerário opressivo.
Pela porta de entrada de sua poesia, virando as páginas de sua vida querida, atravessando os cômodos após o roçado, sendo hospedado num sertão, entre as cercas de mourões, entre pastos, nas estiagens e secas longas, no ofuscado momento em que sigo caminhando dando “dias” aos passantes, sentindo-me as colunas de madeira que seguram o humilde casebre às margens da pobre estradinha de terra, enquanto sorvo um “cafezin” feito por sua mãe e pai após o trabalho na roça ou fabriquetas, sou distanciado do agora, do urbano e viro piaba num rio transposto por Francis Gomes. É possível perceber que “Um ser tão enigmático” é os “Suspiros poéticos e saudades” expressado pelo eu lírico, pois aos moldes da obra clássica de Magalhães, nosso poeta atual também traz as impressões sobre lugares, fatos e figuras, embora com adendos de humor e simpatia que lhe é intrínseco, apresentando-nos suas fortes relações com o nordeste; mais especificamente sua terra natal Assaré – sobretudo, Farias Brito, Ceará, onde viveu sua infância e parte de sua adolescência que lhe trouxe marcas presentes em seu jeito de ser e de agir.
A rica tradição popular, o cômico, a charada, a corporificação do jeito nordestino, com toda sua forte imaginação para criar lendas, constituem a beleza na obra de Francis Gomes. Viajamos na leitura cheia de intertextualidades, onde o poeta, numa rica miscelânea de citações, traz a moção do corpo de um lugar para outro, em diferentes tempos ou épocas, pelo contato com a poderosa literatura. Francis é xavequeiro, é romântico, é sedutor, tem lábia para suas musas românticas, amores que o poeta exalta em passagens onde versos exortam não só a beleza de sua terra, mas os sentidos das relações íntimas, quando não familiares ou amigáveis. Nas faltas de entendimento presentes entre casais, por exemplo, o poeta nos oferece solução, trazendo flores e motes sugestivos para amenizar as temáticas “conflitantes”. Em seus poemas muito bem metrificados, preocupado com a estética e com a qualidade de seu texto, Gomes vai harmoniosamente ensinando-nos a amar, a escrever, a ler, a se apaixonar, trazendo-nos de volta a infância na rua, no grupo de amigos, no lar, nos abraços, diante dos “enigmáticos” entendimentos que a vida nos proporciona com o tempo, após um adeus, no ter que voltar querendo ficar, na dor da partida, na felicidade da volta, são ensinamentos que pesam no peito, no choro de Francis, do poeta que reconhece seu “paraíso no sertão” descrito no b-a-bá do quadro negro da singela escola, no suor do serviço de seu pai e de seus entes, no vem cá de sua mãe, na paisagem maltratada do sertão cearense, olhado por um farias britense, discípulo de Patativa, que está sempre em “guerra sintática”, por amor à arte de escrever, versos em que a gramática entra na roda e dança homenageando seu povo e suas tradições, assim como seus amigos do peito. É tudo tão rico, em tão poucas páginas, que o leitor fica querendo mais. Cheguei ao meu destino satisfeito, sem sofrer as mesmas sequelas de quando não estou lendo. Acabei, enfim, viajando à Farias Brito, vivi uma história marcante e proveitosa, convidado por “Um ser tão enigmático” chamado Francis Gomes. Boa leitura.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Saiba a onde quer chegar




Se você não sabe que caminho seguir
Não sabe a aonde quer chegar,
E não chegará a lugar algum.
Então antes de iniciar sua caminhada
Pare, pense, faça sua escolha.
Para não andar em vão,
Não desistir no meio do caminho
Sem chegar a lugar nenhum.

Francis Gomes

domingo, 14 de maio de 2017

Ser Especial é ser especial




Nada é igual:
A beleza das orquídeas
O perfume das flores
O encanto das rosas!
Nada é tão lindo:
Como as cores de um arco íris,
O brilho das estrelas,
O cintilar de um diamante!

Nada é tão forte:
Como o vento e a água.
O fogo que abrasa,
Os raios do sol!
Nada é mais maravilhoso,
Nem mais lindo,
Nem mais forte,
Nem mais mágico,
Do que tudo que falei.

Porém elas todas juntas,
Não são especiais como você.
Posso viver sem todas elas,
Sem todas elas eu seria poeta,
Mas sem você,
Como eu seria um poeta?
Porque ser especial
Não é ser linda ou encantadora,
Brilhante, forte ou charmosa,
Deslumbrante, maravilhosa.

Não é ter cabelos longos ou curtos,
Olhos verdes, azuis, pretos,
pouco importam.
Ser alta ou baixa, magra ou gorda,
Nada disso importa,
Ser especial é ser como você.
Nada mais, simplesmente assim.
Como você. ESPECIAL MINHA MÃE.

Francis Gomes

sábado, 13 de maio de 2017

Mãe 100% você





Mãe, é verdade que me sobra motivos
Mas me falta palavras e adjetivos
Nos simples versos que eu proclamo.
Não há presente que eu possa de dar
Nem palavras que eu possa falar
Nos poemas que a te declamo
É pouco pelo muito que me fez
Por isso perdoe-me porque mais uma vez
Não sei com dizer o quanto te amo.

Mas saiba que metade de mim te admira
A outra metade também
Metade de mim te deseja
A outra metade também
Metade de mim te ama
A outra metade também
Metade de mim vive por você
A outra metade morre sem você
Porque eu sou assim,
Metade de mim é 100% você
A outra metade,
Ah! A outra metade não existe sem você.

Francis Gomes

sábado, 6 de maio de 2017

Minha mãe meu orgulhos

Uma adaptação do poema Meu pai meu orgulho de minha autoria, do livro Ecos do Silêncio para homenagear mais uma vez minha grande heroína.
Minha mãe meu orgulho


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segunda-feira, 1 de maio de 2017

Aos parlamentares sem adjetivos

Esta vai para os que andam comparando as reformas previdenciária e trabalhista que querem fazer com a de países de primeiro mundo. Principalmente para os parlamentares sem adjetivos.

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Não apenas o poeta está falando, mas o cidadão brasileiro.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Ilusão



Não adianta você tentar me esquecer
Não adianta fingir e me dizer
Que me esqueceu e tem outra paixão
Acredite você  pode até mudar
De sapato, de roupa, de lugar
Mas não pode mudar de coração.

Você pode até ficar com outro alguém
Ter seu beijo seu abraço, eu também
Ficar com outra tentando me iludir
A gente não consegue se enganar
Ninguém ama fingindo não amar
E nem ama simplesmente pra fingir



Francis Gomes

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Novos lançamento do livro Um Ser Tão Enigmático





Após o primeiro lançamento do Ser Tão Enigmático, veja o novos lançamento, oportunidades de adquirir o seu se ainda não adquiriu.

29 de abril

EMBB professor Walter Monteiro
Rua Padre Eustáquio, 1110 - Vila Arquimedes, Poá - SP

13 de maio

Aparo literário

Fábrica de Cultura Cidade Tiradentes
Rua Henriqueta Noguez Brieda 500

14 de maio

Sarau Casa amarela

 Rua Julião Pereira Machado, 07 São Miguel Paulista SP

19 de maio

Sarau literatura nossa

Rua Bandeirantes, 750
Jardim revista Suzano SP


05 de Junho

Sarau Suburbano Convicto
Livraria Suburbano Convicto
Rua 13 de maio, 70,  Bexiga Centro. SP

10 de Junho

Sarau da Galeria

Geraldo Justiniano de Rezende Silva 
Rua Basílio Valente De Aguiar Centro de Suzano

Receba os Livros do poeta Francis Gomes em Casa







Adquirira o novo livro do poeta Francis Gomes
Um Ser Tão Enigmático.
O lançamento oficial foi dia 15/04/2017,e haverá outros lançamentos, mas, se você mora em outra cidade e deseja adquirir a obra, basta entrar em contato pelo, Facebook, watsApp ou e-mail. Envio o livro autografado. O livro custa R$20,00 mais um custo de R$ 5,00 da postagem, e por apenas R$25,00 receba o livro em sua casa. Basta enviar uma foto do comprovante de depósito.
Também vales para os outros livros, SEMEANDO VERSO COLHENDO CORDEL, o mesmo valor, e ECOS DO SILÊNCIO, sendo que o Ecos do Silêncio fica em um custo total de R$ 15,00.
Contato:
poetafrancisgomes@gmail.com
110954860939 Tim - watsApp

sábado, 8 de abril de 2017

O poeta e o livro




Ao lançar meu novo livro
É mais um filho a nascer
É mais responsabilidade
E mais trabalho a fazer
Mais histórias pra contar
Uma forma de se tornar
Imortal quando morrer

Ser poeta é brincar
De deus por alguns segundos
Viver por diversas vidas
Morar em diversos mundos
É trazer paz e espanto
Ser pecador e ser santo
Servir a limpos e imundos

Porque ser poeta é isso.
É ter tudo e não ter nada
É ter milhares de musas
Sem ter uma namorada
Às vezes ser fingidor
Falando da própria dor
Como se fosse engraçada

É ser triste enquanto canta
É cantar enquanto triste
É ser ateu e afirmar
Que Deus é bom e Ele existe.
O poeta tem muitas faces
Muitas vidas e disfarces
E em nenhuma inexiste.

Francis Gomes

domingo, 2 de abril de 2017

Poeta e cordelista lança livro de poemas em Suzano





Autor de 24 folhetos de cordel, do livro Ecos do Silêncio e da antologia poética, Semeando Versos colhendo Cordel, em seu novo livro, Um Ser Tão Enigmático, o poeta Francis Gomes retrata em versos com simplicidade, a vida e suas particularidades em quatro temas. Romantismo, o amor em todas as formas, Enigmáticos, o onde o poeta canta o nordeste sua beleza, alegrias e dores, Guerra Sintática, uma desafiadora maneira de falar sobre análise sintática em forma de versos, e Tudo em Pouco, um desafio de falar toda ideia  em poucos versos.
 Segundo Francis, a ideia do livro é proporcionar ao leitor um resgate do amor muitas vezes perdido pelos dissabores do dia a dia. “Um resgate do amor próprio, do amor pela vida e pela literatura”.

São 119 páginas onde o leitor fará uma viagem, se emocionará, derramará lágrimas deixará espontaneamente escapar um sorriso. Esta é a ideia do livro, uma viagem no seu eu, um regata ao amor.
O livro conta com ilustrações em preto e branco, do ilustrador Wald Ferreira, que descreve as temática da obra em seus traços.
A obra será lançada no próximo dia 15 de abril de 2017 no Teatro Contadores de Mentira, Avenida Major Pinheiro Fores, 530, Parque Maria Helena, em Suzano. O evento contará com intervenções do músico Agonio Aluna e declamações de poemas do livro pelo autor e outros poetas convidados.


sábado, 25 de março de 2017

Amor não tem critérios



O amor não é um produto
Que a gente compra ou vende
É fogo que não se apaga
Mas são poucos que o acende
Totalmente imprevisível
O amor é compreensível
Mas poucos o compreende

O amor não tem classe social
E nem faz distinção de cor
Não tem crença nem religião
Não segue um padrão ou valor.
Se você busca o amor pensando nisso
Um pacote completo com tudo isso
Você busca outra coisa, não amor

O amor verdadeiro não tem receita
Para a gente o deixar no ponto
Não segue regras nem obedece ordem
Nem tempo certo para encontro
O amor tem seus mistérios
Mas quem ama não tem critérios
A gente ama e pronto.


Francis Gomes


sábado, 18 de março de 2017

Vão ter que engolir




Ta aí para quem falava e fala
Que nordestino é uma peste,
Ta aí para quem queria e quer
A morte dos nordestinos no agreste,
Ta aí para quem temia e teme
A presença dos nordestinos no sudeste,
Ta aí, e vão ter que engolir
O noticiário exibir
O povo alegre, dança pula
Gritando o nome de Lula,
Pela transposição do São Francisco,
No nordeste.

Francis Gomes

quarta-feira, 15 de março de 2017

Um Ser Tão Enigmático

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Poeta fariasbritense Francis Gomes lança terceiro livro em São Paulo






Meus queridos, após o Ecos do Silencio, Semeando Versos Colhendo Cordel e 24 folhetos de Cordel, o meu terceiro livro, Um Ser Tão Enigmático, já está pronto, o lançamento marcado para dia 15/ de abril de 2017 no Teatro Contadores de Mentira as 19h00. Vamos lá galera adquiram o seu. Farei vário lançamentos e quem quiser o livro em qualquer lugar do pais, envio via correios.
Eu marquei algumas pessoas, estão todos convidados, vamos lotar o espaço, adquira o livro e honre-me com sua valorosa presença.
Amor em erupção


O amor que eu quero pode não existir
E talvez eu persistir
Nesta ideia é loucura
Mas estou cansado de amor pequeno
Que não é remédio tão pouco veneno
Só deixa doente não mata nem cura

Quero um amor como um tufão
Forte. Surpreendente e quente como um vulcão
Que aja sem interferência humana.
Que me lance lavas quando eu estiver perto
Que me devasse no momento certo
E satisfaça minha vontade insana

Que depois deste momento louco
Vá se acalmando, se acalmando aos pouco,
Sem retroceder, sem voltar atrás.
Só me der um tempo pra me refazer.
Eu quero um amor pra me enlouquecer
Sem perder a paz.

Que me faça sentir e eu cause estas emoções
Que sejamos como dois vulcões
Sem erupções, porém sempre ativos.
Que sejamos juntos cada vez mais forte
Pra curtir a vida sem pensar na morte
Cada vez mais fortes cada vez mais vivos.

Francis Gomes




sexta-feira, 10 de março de 2017




Uma pequena homenagem a Dominguinhos e Luiz Gonzaga.
Um poema usando apenas títulos de suas músicas.

O nordeste está órfão, os céus em festa e a terra triste
                                  

Eles cantaram,
Forró no escuro
Deus lá de cima viu
Que aqui tava bom de mais
No nordeste que sem pré foi
Mel e fel
Ficou sem rum nem prumo,
Como não tem jeito que dê jeito
Nem adiantou
Olhar pro céu
Cantar viva o rei
Alvorada da paz e
Apelo ao soberano,
Porque eles já tinham
Um lugar ao sol.
Deus tocou no nosso ponto franco
E recolheu a última estrela
De volta ao seu aconchego
Depois da asa branca
A estrela Gonzaga
Dominguinhos,
Sem se despedir de mim disse:
Não prende minhas asas,
Tô indo embora.
Vou voltar
 A casa grande.
Deixou uma saudade matadeira,
A sanfona sentida
E foi cantar viva ao rei
Na nova Jerusalém
Na cabana do rei
Um baião de dois
Com a estrela Gonzaga.
Enquanto tem festa no céu,
Pra nós só resta dizer
Valha me Deus, senhor são Bento.
E chorar no umbuzeiro da saudade
A triste partida
Do baião que vai
A festa dos santos réis.


Francis Gomes