POETA FRANCIS GOMES

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terça-feira, 10 de março de 2015

Esta é uma luta de todos, um cordel que fala os riscos e a origem da dengue.



Dengue Prevenir ou Morrer

Correndo dentro das matas
No agreste do sertão
Sem camisa no sol quente
Vivendo de pé no chão,
Naquela doideira imensa
Nunca peguei uma doença
E nem contaminação.

Bebia água no açude
Tomava banho no rio
Ficava debaixo d’água
Até ficar roxo de frio.
Entre galinhas e patos
Comia frutas nos matos
Nunca um bicho me feriu.

Dormia junto das vacas
No poleiro das galinhas
Tirava leite das cabras,
E todas as tardizinhas,
Subia e descia morro
Correndo com meu cachorro
Juntando as ovelhinhas

E quando chegava a noite
Em volta de uma fogueira
Papai contava histórias
De arrepiar a cabeleira.
Falava de um tal homem
Que virava lobisomem
E corria a noite inteira.

Histórias de curupira
E de saci pererê
De algumas almas penadas
Que costumava aparecer,
Para deixar assombrado
O menino malcriado
Que não quisesse comer.

Mas com o passar do tempo
E as coisas se evoluindo,
Perde-se a inocência
E a gente vai descobrindo,
Que as histórias de nossos pais
Foram ficando para trás
E outras foram surgindo.

Tudo isso aconteceu
Há algum tempo atrás,
Quando eu ouvia as histórias
Que me contavam meus pais,
Que seus avôs lhes contavam
Que muito me assustavam
E hoje não me assustam mais.

Mas ao invés das histórias
Tradição de nossas crenças,
Hoje o que me assusta
São as graves doenças
Bactérias e epidemia
Multiplicam-se a cada dia
Porque o homem não pensa.

Doenças muito terríveis
Assombram a população
Por culpa do próprio homem
Que aumenta a poluição
Não usa a consciência
Abusando da ciência
Para própria perdição.

Surgiu a tuberculose
Também a pneumonia,
Sarampo e catapora
Vários tipos de alergia.
E como obra do cão
Surgiu a tal depressão
Inimiga da alegria.

Doenças contagiosas
Transmitida pelo ar.
Um tal de câncer maligno
Que ninguém pode parar.
Hepatite B e C
Que veio aparecer
Só pra coisa piorar.

Doenças muito piores
Transmissíveis sexualmente
Sífilis, gonorréia
E AIDS, a mais recente.
Que não faz acepção
Por falta de prevenção
Vem matando muita gente.

E muitas outras doenças
Que não me convém citar
Necessitaria um livro
Pra que eu pudesse falar,
Algumas a medicina
Descobriu uma vacina
E conseguiu controlar.

Eu vou citar um exemplo
Para aquele que nunca viu.
Uma: a doença de chaga
Outra: paralisia infantil
Uma foi controlada
A outra foi derrotada
E extinta do Brasil.

Mas todas estas doenças
Foram ficando para trás
Como as velhas histórias
Que me contavam meus pais
Hoje o que nos castiga
É uma doença antiga
Que apavora muito mais.

Apesar de que as drogas
Inimiga da esperança
Ter apavorado o mundo
Destruindo nossas crianças
Tirando os jovens do trilho
Roubando da mãe o filho
Que clama por segurança.

Mas ainda não é isso
Que tem nos apavorado,
Não é a guerra do morro
Bandido contra soldado,
É um mosquito maldito
Que como as pragas do Egito
Muita gente tem matado.

Desde o século dezoito
A primeira transmissão
Da tal febre quebra-ossos
“A dengue na ocasião”
Passou por Antilhas,Zazibar
Hong Kong e Calcutá
Austrália, Grécia e Japão.

Veio em navios negreiros
Este mosquito febril
De origem africana
Aqui se introduziu.
E desde então existe
O tal aédes aegypti
Pelas terras do Brasil.

E nós que não temos guerra
Terremoto ou tsunami
Entramos num a batalha
Contra este mosquito infame,
Por um tempo ele sumiu
Mas agora ressurgiu
Mais agressivo e com fome.

E este bicho maldito
Eu diria, é bem folgado.
Adulto não morre de sede
E novo não morre afogado
Todo cheio de regalia
Pica durante o dia
E a noite fica entocado.

Febre alta, dor de cabeça
Muitas dores musculares
Cansaço indisposição
E dores abdominais.
Caso você sinta isto
Da picada do mosquito
São os primeiros sinais.

Isto na fase branda
Chamada de dengue clássica,
Tem a parte bem mais grave
Que é a fase mais trágica,
A doença fica forte
Se não cuidar leva a morte
Chamada dengue hemorrágica.

Três dias depois da febre
É a parte mais perigosa,
Baixa pressão sangüínea
Pele fria e pegajosa
É nesta hora que a guerra
Se vacilar se encerra
Com a dengue vitoriosa.

E para que isto não aconteça
Precisamos ter união
Para vencer o maldito
Este mosquito do cão,
Como a medicina
Não criou uma vacina
O remédio é prevenção.

Não deixe água parada
Em vasos ou em pneus,
Feche bem a caixa d’ água
Cuide bem dos filhos seus.
Quem sabe fazer o certo
Fazendo errado por certo
Não pode agradar a Deus.

Pensem em nossas crianças
Nas camas dos hospitais
Muitos nos corredores
Os leitos não cabem mais.
O povo culpa os governantes
Por outro lado os governantes
Culpam os próprios pais.

O povo culpa o governo
De descaso a nação,
O governo acusa o povo
De falta de prevenção.
O governo não esta errado,
O povo por outro lado
Ta coberto de razão.

Todos nós somos culpados
Pela evolução do mosquito
Mas nesta hora não importa
Se alguém é feio ou bonito.
Porém o mais importante
É povo e governante
Se unir contra o maldito

Como na copa do mundo
Em jogos da seleção
Vista a sua camisa
Pegue a bandeira na mão
Dê o seu grito de guerra
Vamos limpar nossa terra
Deste mosquito do cão

Mais uma coisa é certa
Se alguém é contra me cobre,
Ou o mosquito é racista
Ou não gosta da classe nobre.
É verdade que tem descasos
Mas na maioria dos casos,
O infeliz só pica o pobre.

É como diz um provérbio,
Pobre é mesmo lascado,
Se é para uma coisa boa
É o último a ser lembrado,
Mas no meio de tanta gente
O pobre infelizmente,
É o primeiro a se picado.

Mas seja pobre ou rico
Escute o que eu vou dizer
Cruzar os braços não dá
Nem tem como se esconder.
Quem ama a sua vida
Sô existe uma saída
É prevenir ou morrer.

Porque é assustador
Este mosquito malvado
Causando muito pavor
Por onde tem ele passado.
Talvez por culpa do povo
O bicho voltou de novo
E ainda mais irritado?

Exército, Marinha, Aeronáutica,
Defesa Civil e Bombeiro,
Lutam contra o bichinho
Mas o mosquito é ligeiro
Onde a praga se encontra
Por onde passa apronta,
Do diabo é um mensageiro

Aqui fica meu apelo
Vamos ficar prevenidos,
Juntos nesta campanha
Feri sem sermos feridos.
Não tem como se esconder
É prevenir ou morrer,
Vencer ou seremos vencidos.

Francis Gomes​

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