POETA FRANCIS GOMES

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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Vulcões em erupção



Andei solitário pela imensidão do espaço
Como um cometa que vaga sempre sozinho.
Como um pássaro desgarrado, e sem rumo
Voando sem direção e sem  ninho.

Procurei o amor tão loucamente
Semelhante um rio que procura o mar
E nas curvas do meu caminho deixei saudades
Mas nunca ninguém a me esperar.

Lancei-me em muitos braços e abraços como,
Uma onda que se lança na areia a todo o momento,
E ao recuar estava vazio, e mais triste
Como alguém que beija o nada e abraça o vento.

Como um alpinista bravo e corajoso,
Sempre escalei em busca do que eu quis
Apesar de ferido e do mau tempo
Nunca desisti do sonho de ser feliz.

Naveguei em tempestades num mar de ilusões
E voei entre nuvens escuras sem esperança,
Mas por fim encontrei um porto para ancorar
E em teus braços pude pousar com segurança.

Ao te encontrar, a minha solidão chegou ao fim
Fiz em teus seios meu ninho para viver
Hoje escalo cada curva do teu corpo
Até chegar ao topo da felicidade e do prazer.

Uma nuvem de carinhos entre nós
Faz tempestades de desejos se formarem.
Os nossos corpos são vulcões em erupção
Jorrando lavas de amor ao se tocarem.

E abraçados em um êxtase total
Tu me olhas e pergunta se te amo.
Então eu calo os seus lábios com um beijo
E sem palavras o meu amor eu te declamo.



Francis Gomes

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