POETA FRANCIS GOMES

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Aritmética da vida


O tempo passa
Vão-se os dias
E a vida, esta aos poucos
Vai escapando de nós
Como a água que não se pode prender
Na palma das mãos
Sem que escape por entre os dedos.
Nem percebemos.
A vida é inversamente proporcional ao tempo.
Cada dia a mais que vivemos
É um dia a menos para se viver.
Para relógio da vida somos inúteis.
Tudo gira em torno da matemática,
Das simples e básicas operações
Da velha tabuada, mas nunca a nosso favor.
A renda não é dividida entre os pobres.
O salário dos homens de ternos,
São somados aos muitos benefícios
Mas nunca chega a um coeficiente exato.
As dividas do trabalhador multiplicam-se.
E da pequena remuneração é subtraído
Os encargos, para matar
A insaciável fome dos leões.
A aritmética da vida é injusta.
E quando se tira a prova,
De um a nove sobe,
O pobre desce, e é tirado fora.
E assim o tempo passa,
Vão-se os dias,
Morremos sem viver.



Francis Gomes

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