POETA FRANCIS GOMES

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terça-feira, 9 de setembro de 2014

POSSO SER PRESO MAS INSISTO EM VENDER PÓ NAS ESCOLAS

posso ser preso mas continuo insistido em vender pó nas escolas...

Vendendo pó na escola

Eu cheguei em uma escola
Montei minha barraquinha
Tinha um guarda me olhando
Eu continuei na minha

Desembrulhei o bagulho
E fui fazendo fileiras
Molecada chega cá
Pode vir pode colar
Que o barato de primeira

E faz viajar geral
Logo na primeira dose
Mas garanto o pó é limpo
Não tem risco de overdose

Então parafraseando
O meu amigo Ciríaco
Eu comecei gritando
Parecendo um maníaco:

Eu vendo pó, eu vendo pó
Eu vendo pó, da alegria
Eu vendo o pó que faz viagem
Eu vendo o pó da fantasia
Eu vendo pó, eu vendo pó
Eu vendo pó para quem vai
Eu vendo pó para quem fica
Eu vendo pó,eu  vendo pó, ai....

O guarda partiu pra cima
Pra dá uma de herói
Me deu uma borrachada
Meu amigo isso dói

E eu tentando explicar
Seu guarda não sou bandido
Por favor, não bata mais
Isso é um mal entendido

Na verdade eu vendo pó
Vendo o pó da alegria
Eu vendo o pó que faz viagem
Vendo o pó da fantasia
Eu vendo pó, eu vendo pó
Eu vendo pó para quem vai
Eu vendo pó para quem fica
Eu vendo pó, eu vendo pó, ai...
Quanto mais pó eu falava
Mais o guarda me batia.

O guarda com vários golpes
Quebrou minha barraquinha
Rasgou os meus envelopes
Pensando que encontraria
Ali vários papelotes

Porém ele se enganou
E viu em sua covardia
Que bateu num inocente
Espancou que não devia
Numa loucura completa
Quase mata este poeta
Que só vendia poesia.

Francis Gomes




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