Em sua oração,
Eu sou um sujeito composto.
Mas você insiste em fazer-me
Substantivo comum.
Porque se acha um artigo definido
Para dar-me não as qualidades que mereço
Mas a que você achar conveniente.
E nas suas flexões nada flexivas,
Pode mudar meu gênero, grau e número.
E nesta sua prepotência
Coloca-se como advérbio de afirmação
Põe-me no lugar de verbo
Para que ao seu modo
Possa me conjugar em todos os tempos,
Principalmente no pretérito imperfeito.
A onde você é a voz ativa
Jamais a passiva.
E eu nunca teria voz reflexiva recíproca.
Mas todo este seu modo imperativo sobre mim,
Acaba quando me transformo
Em locução adjetiva.
Então sou absoluto em minhas qualidades.
Esqueçamos estas conjunções comparativas
E vamos as finais,
Pois são apenas temos integrantes da oração.
Deixamos de lado estas obscuridades
Que não passam de figuras de linguagem,
Causando barbarismo e colisão com eco.
Por fim, esqueçamos esta guerra sintática
E formamos um período composto
Por subordinação mútua.
Francis Gomes
Nenhum comentário:
Postar um comentário