POETA FRANCIS GOMES

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segunda-feira, 28 de abril de 2014

LEIA MAIS UM CORDEL DO POETA FRANCIS GOMES

O caipira feio e a academia II

Pra você que me conhece
Derde muito tempo atrás,
Tem coisa que acontece
Que é obra de satanás,
Porque por Deus eu não crei
Que um Cabra que nasce fei
Possa ficar muito mais.

Derde o meu nascimento,
Passagem muito doida
Momento que se eu pudesse
Apagava de minha vida.
E como num poderia
Fui fazer academia,
Para achar uma saída.

A verdade eu vou contar
Juro pela luz do dia,
Em busca de milhorar
Nesta tar de academia,
No começo eu milhorei
Do mei pro fim piorei
Pelas coisas que eu fazia.

Mas disso num vou falar,
Não nesta ocasião,
Primeiro quero contar
Sobre a descriminação.
Momentos que eu passei,
Pro mode eu ser meio fei
Num tinha aceitação.

Eu fui tão descriminado,
Por causa de minha aparença
Sem encontrar resultado
Nem mermo na minha crença,
Quis até me suicidar
Pois eu cheguei a pensar:
Ser fei é a pior doença.

Passei tanta zombaria
Você nem vai acreditar
Nenhuma academia
Queria me aceitar
Logo na recepção,
Diziam: leve a mau não,
Mas queira se retirar.

Quase que não encontrava
Uma que me aceitasse
Porque ninguém acreditava
Que um dia eu milhorasse,
Pro mode  eu ser tão fei
Os donos tinham recei
Que os alunos se assustasse.

Desculpa de todo jeito
Eu tive que escutar,
Pro causa do preconceito
Muitos chegavam a falar:
Vala meu Deus eterno,
Abriram as portas do inferno
E mandaram o cão para cá.
E o cão veio passear

Mas de tanto eu insistir
Teve uma que me aceitou,
Também eu não vou mentir,
Comentário num fartou:
-Agora virou zoológico,
É cada bicho exótico!
Coisa do instrutor.

Sem contar os apelidos
Que as peste botaro  neu
Argum até conhecido
Outros o cão que deu,
Era mermo  um tormento,
Na verdade nem jumento
Teve mais nome que eu.

De coruja a franguim
Filhote de dinossauro
Kong, até sonhim
Um macaco fei e raro.
Como sabiam num sei
Mas tudo que é nome fei
Os infeliz me botaro.

Mas como eu já falei
Novamente vou falar
Com o passar do tempo
Eu comecei milhorar
Pois veja bem meu rapaz
Querendo milhorar mais
Acabei por piorar

É verdade que a academia
Argum efeito ela faz
Mas esperar um milagre
Aí é querer de mais
Eu até tinha mudado
Na verdade milhorado
Findei vortando pra trás

E naquela afobação
De querer ficar mais forte
Porque a musculação
Estava me dando sorte
Foi aí que me lasquei
Alem de ficar mais fei
Quase encontrei com a morte

Tem argumas amizades
Que é milhor num fazer
E certos tipos de amigos
Que é muito milhor num ter.
Como minha vó dizia
Quem anda em má companhia
Revela o que ele quer ser.

Me ajuntei com uns camaradas
Que me incentivaram usar
Uns tar de anabolizantes
Me prometendo ficar
Mais forte que o incrível huck
Não era mágica nem truque
Era só me esforçar.

O negócio era em sigilo
Ninguém podia saber,
E quando a coisa é escondida
Num precisa nem dizer
No início tudo é flores
Mas dispois que vêm as dores
A coisa dana a feder.

No começo até foi bom
Ligeirinho fiquei mais forte
Muié já num me fartava
Multiplicou minha sorte
Pra mim eu tava abafando,
Mas na verdade andando
De lado a lado com a morte

Mas eu se quer percebia
O que estava se passando
Tomava tudo que era coisa
Pra ver meu corpo aumentando.
Quanto mais treco eu tomava
Mais o meu corpo aumentava
E os cabras se admirando!

-Cabeção ta muito forte
Eu estou desconfiado
Nunca vi musculação
Dá todo este resultado
O bicho era um esqueleto
Para ficar deste jeito
Este peste ta bombado.

Eu nem se quer dava trela
Num tava nem me importando
Achava que era inveja,
As muié tavam gostando
Onde quer que eu passava
Toda mulher me olhava
E ficava comentando:

- Meu Deus que homem é aquele!
Olha só que tentação!
E outra. – tu tem certeza
Que aquele é cabeção?
Menina não acredito
Aquele troço esquisito
Parecia aberração!...

Francis Gomes


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